Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 369,4 bilhões na economia brasileira em 2025

Mais de 95 milhões de brasileiros serão beneficiados; valor médio por trabalhador é estimado em R$ 3.512, segundo o Dieese.

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Brasileiro com dinheiro no bolso (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Brasileiro com dinheiro no bolso (foto de Marcos Santos, USP Imagens)

O pagamento do 13º salário de 2025 deve movimentar cerca de R$ 369,4 bilhões na economia brasileira até dezembro, de acordo com estimativa divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O montante representa aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB, indicador da economia de um país) brasileiro e vai beneficiar cerca de 95,3 milhões de pessoas.

Como foi feito o cálculo

O levantamento do Dieese reuniu dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, além de dados da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

A estimativa inclui apenas trabalhadores formais e beneficiários de regimes previdenciários oficiais, deixando de fora autônomos e informais, já que não há informações disponíveis sobre eventuais abonos de fim de ano recebidos por esses grupos.


Quem vai receber o 13º salário em 2025

Dos 95,3 milhões de beneficiários, 59,5 milhões (62,5%) estão no mercado formal, incluindo 1,5 milhão de empregados domésticos. Já os aposentados e pensionistas do INSS somam 34,8 milhões (36,6%), e 915,5 mil pessoas (1%) recebem pelo Regime Próprio da União.

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Em termos de valores, R$ 260 bilhões (70,4%) serão destinados a trabalhadores com carteira assinada, enquanto R$ 109,5 bilhões (29,6%) irão para aposentados e pensionistas. Somente o INSS deve responder por R$ 64,8 bilhões desses pagamentos.


Regiões que mais concentram o benefício

A Região Sudeste concentra quase metade dos valores do 13º salário, com 49,6% do total. O Sul responde por 17,3%, o Nordeste, por 16,4%, o Centro-Oeste, por 9%, e o Norte, por 5%.

O Distrito Federal deve registrar o maior valor médio, de R$ 5.877,00, enquanto Maranhão e Piauí terão as menores médias, próximas de R$ 2.400,00.


Setores que mais vão receber

Entre os 58 milhões de trabalhadores formais (excluindo domésticos), o setor de serviços, incluindo a administração pública, deve concentrar 63% do total de pagamentos. A indústria representa 17,4%, o comércio, 13,2%, a construção civil, 4,1%, e a agropecuária, 2,2%.

O valor médio estimado do 13º salário no setor formal é de R$ 4.431,00. Os trabalhadores de serviços lideram, com média de R$ 4.983,00, seguidos pela indústria (R$ 4.616,00). O menor valor médio está entre os empregados da agropecuária, com R$ 2.987,00.


Impacto no Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro deve receber cerca de R$ 32,3 bilhões em pagamentos de 13º salário — 8,8% do total nacional e 17,7% da região Sudeste. O valor representa 2,3% do PIB estadual, com média de R$ 3.769,00 por beneficiário.

Cerca de 7,5 milhões de pessoas devem receber o benefício no estado, sendo 61,1% trabalhadores formais, 37,2% beneficiários do INSS e 1,7% empregados domésticos com carteira assinada.

Em valores, os empregados formalizados ficam com R$ 22 bilhões (68,1%), enquanto R$ 6 bilhões (18,5%) serão pagos a beneficiários do INSS. Já os regimes próprios do estado e dos municípios responderão por R$ 2,2 bilhões (6,9%) e R$ 1,9 bilhão (5,8%), respectivamente.


Injeção bilionária e efeito no consumo

O Dieese avalia que o pagamento do 13º salário é um dos principais impulsionadores do consumo das famílias no fim do ano, beneficiando especialmente o comércio e os serviços. Como a maior parte do valor deve ser paga entre novembro e dezembro, a expectativa é de um forte aquecimento das vendas e arrecadação no período.


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