Pagamentos com cartões cresceram 10,1% e transacionam R$ 3,73 tri em 2023

Brasileiros fazem, em média, 115 milhões de pagamentos por dia; pela primeira vez, cartões movimentam R$ 1 trilhão só em um trimestre

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Maquininhas (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Maquininhas (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 10,1% em 2023, somando R$ 3,73 trilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Na comparação entre as modalidades, o cartão de crédito foi o meio de pagamento com o maior valor transacionado no ano, registrando R$ 2,4 trilhões (12,1%). O segundo maior volume foi o do cartão de débito, que movimentou R$ 1 trilhão (-0,1%). Já o cartão pré-pago somou R$ 321,2 bilhões (34,1%).

O último trimestre de 2023 registrou marco histórico ao se tornar o primeiro a atingir R$ 1 trilhão em valor transacionado, o que reforça a posição dos cartões como o principal meio de pagamento para compras e consumo entre os brasileiros.

Em 2023, o uso dos cartões ultrapassou o patamar de 40 bilhões, resultando em 42,2 bilhões de transações e um crescimento de 13%. Desse total, o cartão de crédito responde por 17,8 bilhões (11,7%) de transações, seguido pelo cartão de débito com 16,3 bilhões (5,3%) e, em seguida, pelo cartão pré-pago com 8 bilhões (38,4%).

O volume movimentado pelas compras realizadas com cartões e outros dispositivos por aproximação cresceram 70,1% em 2023, em comparação com o ano passado, quase atingindo a marca de R$ 1 trilhão anual (R$ 986,4 bi). A quantidade de compras por aproximação chega a mais de 17 bilhões. Os brasileiros realizaram, em média, cerca de 50 milhões de pagamentos por aproximação por dia no ano de 2023. A quantidade total de compras cresceu 60,3% em relação ao ano anterior.

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Em dezembro de 2023, a quantidade de compras com cartões e outros dispositivos por aproximação representaram 54,7% do total de pagamentos realizados presencialmente. Ao término de 2021, apenas dois anos atrás, a participação era de 23,9%. A rápida aceitação da modalidade é atribuída aos benefícios proporcionados a usuários e comerciantes, tais como agilidade, conveniência e segurança. Entre os consumidores que costumam realizar pagamentos por aproximação, a maioria (61%) usa a tecnologia de maneira frequente, ou seja, sempre ou quase sempre. Desses, 87% consideram comodidade e rapidez como os principais benefícios.

Outro destaque foi o crescimento do uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais, que manteve o ritmo de crescimento em 2023. Esse tipo de transação movimentou pela primeira vez o valor de R$ 830 bilhões no ano, alta de 13,2%, um reflexo direto da mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros.

O cartão de débito tem ganhado cada vez mais espaço nas transações online, tendo apresentado crescimento de 26,2% no quarto trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado. Se avaliado o crescimento em relação ao período antes da pandemia, o uso do débito em compras não presenciais subiu 303,5%, enquanto o do cartão de crédito cresceu 136,1%.

Em 2023, os gastos de brasileiros no exterior continuaram a crescer de maneira importante, com avanço de 38,4%. O total movimentado foi de US$ 13,2 bilhões, superando os anos pré-pandemia. Em comparação com dados de 2019, crescimento atingiu 13,3%, evidenciando recuperação sólida nos padrões de consumo internacional por parte dos brasileiros.

Os locais onde os brasileiros mais realizaram pagamentos com cartões foram a Europa, com R$ 29,5 bilhões (38,5%), e os EUA, com R$ 24,9 bilhões (22%), que, juntos, representaram 82% de todos os gastos com cartões no exterior. Em seguida estão os países das Américas sem considerar os EUA, com R$ 7,8 bilhões (57,1%), a Ásia, com R$ 2,8 bilhões (36,5%), a Oceania, com R$ 635,4 milhões (79,7%), e a África, com R$ 359,8 milhões (28,5%).

Quando avaliado apenas o quarto trimestre de 2023, os pagamentos com cartões somaram, pela primeira vez em um único trimestre, R$ 1 trilhão, o que representa uma alta de 9,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Por modalidade, os cartões de crédito registraram R$ 664 bilhões (12,8%), os cartões de débito somaram R$ 263,8 bilhões (-1,3%) e os cartões pré-pagos movimentaram R$ 93,8 bilhões (27,1%) nos três últimos meses do ano.

Já de acordo com uma pesquisa da Serasa, 44% da chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) adotaram o Pix como seu principal meio de pagamento.

Simplicidade e clareza, com o mínimo de burocracia, estão entre os principais atrativos para o Z em relação ao uso do Pix, aliadas à atraente ausência de taxas que derrubou definitivamente processos como o TED e o DOC.

Outro fator que contribui para a preferência da Geração Z pelo Pix é a sua integração com a vida digital. Os jovens dessa faixa etária estão constantemente conectados, seja por meio de smartphones, tablets e demais dispositivos eletrônicos. Hoje, é possível fazer compras em e-commerce, realizar pagamentos com o celular e até cobrar pessoas apenas tendo uma chave Pix em mãos.

Já o Pix Automático, previsto para valer a partir de outubro deste ano, deverá ampliar o alcance do já consolidado Pix. Ela permitirá pagamentos automáticos de contas recorrentes, como luz e água; com isso, o Banco Central espera um aumento das possibilidades para empresas, redução da inadimplência e dos custos, e mais competição no mercado.

O principal diferencial do Pix Automático é que ele não exige a participação de instituições financeiras intermediárias, como acontece no débito automático, o que pode ser oneroso para as companhias.

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