Pagamentos por aproximação podem limitar o contágio da covid-19

Iniciativa visa conter o uso do dinheiro físico.

Informática / 23:14 - 24 de abr de 2020

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Desde o surgimento do coronavírus no Brasil, diversas medidas estão sendo adotadas para evitar a propagação da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS), sugere que os brasileiros efetuem os pagamentos de compras e serviços online no checkout da loja virtual ou aplicativo de compras ou ainda por meio de carteiras digitais como Android Pay, Samsung Pay e Apple Pay, que armazenam os dados dos nossos cartões e permitem transações por aproximação de forma rápida, segura e criptografada.

Outra opção que ganha força nos tempos de confinamento são os links de pagamentos. Esse método consiste na cobrança de um produto ou serviço por meio do envio de um link para que o cliente efetue o pagamento online, como se fosse uma maquininha de cartões virtual. Essa alternativa não exige que a loja possua um site, ou seja, as vendas podem ocorrer via redes sociais, e-mail, WhatsApp e até mesmo SMS.

De acordo com Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil - fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo - todas essas iniciativas visam conter o uso do dinheiro físico, uma vez que os pagamentos por aproximação dispensam o contato com as cédulas de dinheiro ou dos cartões com as maquininhas, evitando que algum objeto possivelmente contaminado toque as mãos.

"Os pagamentos online ou por aproximação proporcionam mais segurança para os clientes e atendentes porque evitam o manuseio do dinheiro físico e até mesmo dos cartões de plástico, que em contato com as maquininhas precisariam ser higienizados por conta da Covid-19. Esse método de pagamento leva segundos para ser realizado e pode prevenir contatos desnecessários com superfícies de alta rotatividade", explica.

Por depender apenas de um dispositivo móvel, por exemplo o smartphone, a expectativa é de que os pagamentos por aproximação cresçam significativamente no Brasil. Segundo o e-Marketer, empresa de pesquisa de mercado, 21 milhões de pessoas devem realizar esse tipo de pagamento até 2023 - o número atual é 12 milhões. Para utilizar o método, as pessoas precisam ter celulares, cartões ou relógios compatíveis com a tecnologia.

O Brasil é um dos líderes globais em crimes cibernéticos. Segundo um levantamento feito pela Konduto, antifraude para e-commerces e pagamentos digitais, apenas em 2019 a startup evitou mais de R$ 5 bilhões em fraudes, sendo que valor financeiro processado em seu sistema ultrapassou R$ 128 bilhões. Diante desse cenário, a tokenização, uma das estratégias utilizadas para as empresas que buscam proteger dados confidenciais dos clientes, tem sido uma aposta da indústria para aumentar a segurança das transações digitais.

"A maioria das lojas está desenvolvendo aplicativos e/ou tecnologias que utilizam a autenticação de dois fatores - recurso que acrescenta uma camada de segurança em que o usuário precisa fornecer outra maneira de autenticação que não a senha para que o pedido ou transação seja concluído", explica Tom Canabarro, cofundador da Konduto.

Ainda segundo o estudo do e-Marketer, a penetração de pagamentos por proximidade no Brasil empata com a Argentina, alcançando 14.5%. Essa taxa é mais alta quando comparada ao México (10.2%), o segundo maior mercado e-commerce da América Latina.

Onde encontrar?

A Atar, empresa de pagamento por aproximação no Brasil, lançou em 2016 o primeiro dispositivo vestível com esta funcionalidade. A Pulseira Atar é à prova d'água e pode ser utilizada internacionalmente. Inclusive, a empresa foi escolhida para participar do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, e como dispositivo oficial de pagamento da Copa América em 2019.

"O pagamento por aproximação é uma ótima alternativa nesta pandemia justamente porque evita o contato durante o pagamento e, dessa forma, a contaminação. Esta é uma recomendação que a Atar está dando a todos seus clientes, inclusive. Para quem tem alguma dúvida de se é possível pagar assim no Brasil, somos um dos países com mais maquininhas compatíveis proporcionalmente no mundo - hoje em torno de 90% delas aceitam pagamento por aproximação. Basta que você tenha um cartão, pulseira, celular ou outro dispositivo com a tecnologia necessária", completa Orlando Purim Junior, CEO da startup.

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