O Brasil contabiliza 36 casos confirmados de intoxicação por metanol após a ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas – quatro a mais do que o registrado na última segunda-feira.
O número de mortes confirmadas por intoxicação por metanol também subiu, passando de cinco para sete, sendo cinco notificadas no estado de São Paulo e duas em Pernambuco.
Ao todo, outros 156 casos estão em investigação e pelo menos 362 são considerados suspeitos até então eles foram descartados. Há ainda 11 mortes em análise..
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Edenilo Baltazar Barreira Filho, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
“Pela curva epidêmica, percebemos uma desaceleração no número de notificações, mas isso não nos faz baixar a guarda, não nos faz dizer que a situação está sob controle”, disse, durante o debate.
“Pelo contrário, estamos cada vez mais alertas, cada vez mais atentos a isso e estamos monitorando isso dentro da Sala Nacional de Situação”, completou.
Já pesquisa inédita realizada pela Sherlock Comms revela que apenas 8% dos consumidores brasileiros acreditam totalmente nas informações presentes nos rótulos. O número destaca a crescente demanda por transparência na cadeia produtiva, uma tendência já consolidada em setores como moda e alimentos, e que começa a se expandir também para o universo das bebidas.
Segundo o estudo, 37% dos entrevistados afirmaram que só confiariam nos dados descritos em garrafas de bebidas alcoólicas se pudessem comprová-los por meio de um canal oficial, como um site do governo, enquanto 27% consideram as informações dos rótulos suscetíveis à falsificação. O resultado aponta para uma nova exigência do consumidor: a validação digital como sinônimo de confiança.
A pesquisa mostra que a transformação digital não é apenas uma questão de conveniência, mas de credibilidade. Assim como a moda e o agronegócio adotaram tecnologias de rastreamento para garantir transparência, o setor de bebidas começa a apresentar o mesmo movimento.
Só 8% dos brasileiros entrevistados acreditam totalmente nas informações dos rótulos
Ainda segundo o estudo, 47% afirmou querer acesso a informações sobre ingredientes e a origem deles de forma digital, via código QR ou plataforma online. O interesse cresce entre as faixas etárias mais avançadas: 59% dos Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) disseram querer detalhes sobre a procedência, enquanto as mulheres (51%) demonstram mais preocupação que os homens (43%) com o tema.
A demanda por segurança também é expressiva: 40% dos consumidores gostariam de ter acesso a alertas de contaminação, e 33% valorizam saber mais sobre a reputação do produtor, dados que antes eram vistos apenas como diferenciais de marca.
O selo de fiscalização da fábrica (45%) aparece como o fator mais relevante, seguido de campanhas antifalsificação (42%) e da possibilidade de rastrear a origem do produto via código QR (38%) – número que sobe para 42% entre os Millennials (ou Geração Y, nascidos entre 1981 e 1996), geração mais conectada.
Apesar de ser vista como compartilhada, a responsabilidade por garantir a autenticidade é atribuída principalmente ao governo (55%), à frente das destilarias (22%) e dos bares e estabelecimentos (18%).
Entre os produtos que os brasileiros mais gostariam de rastrear, as bebidas lideram o ranking (92%), seguidas por alimentos (89%), medicamentos (88%) e cosméticos (65%). O dado mostra que a preocupação com autenticidade e segurança ultrapassa o consumo imediato e se conecta com uma tendência mais ampla de confiabilidade nas marcas e nas informações.
Com informações da Agência Brasil

















