Pais: 30% vão comprar presente pela internet

Índice de 66% no abandono de carrinho, entretanto, aponta que este pode ser um dos grandes vilões do varejo eletrônico.

Estudo da MindMiners, realizado em junho, com 500 participantes distribuídos de acordo com representatividade de perfil do IBGE, aponta que 31% vão realizar compras pela internet para esse Dia dos Pais. Roupas (44%), perfumes (41%) e calçados (21%) serão os destaques entre os itens de maior procura no período.

Já segundo levantamento da consultoria de e-commerce e marketing digital Enext, a taxa média de abandono de carrinho de compra no Brasil é de 61%. Em 2020, a porcentagem de desistência chegou a 71%. Alguns problemas técnicos, como dificuldade no cadastro, são fatores que interferem diretamente na decisão de quem está prestes a concluir um negócio.

Mesmo com reabertura de lojas, 72% dos consumidores pretendem continuar comprando virtualmente, aponta o Relatório Future Shopper Report 2021, produzido pela Wunderman Thompson em parceria com a Enext. Além disso, 73% dos consumidores relataram que o comércio eletrônico será mais importante para eles em 2021.

“Mesmo com o mercado físico varejista aquecendo novamente, esses números continuam bastante sólidos. Antes da pandemia, o percentual estava na casa de 42% das intenções de compras no mercado online. No pico da crise sanitária esse número chegou a 64% e hoje o índice é de 55%. Ou seja, são 13 pontos percentuais de aumento na intenção de compra online em comparação ao momento pré-pandêmico. É uma elevação muito maior do que a média encontrada na América Latina, bem como na Europa e até na própria Ásia, onde o mercado atualmente é bem mais maduro”, comenta Gabriel Lima, CEO da Enext.

Segundo a pesquisa, o impacto do comércio eletrônico nacional é muito maior se for comparado, por exemplo, com países como Argentina, México e Colômbia.

“Isso evidencia o Brasil como um mercado mais maduro após a pandemia. Assim, podemos crer que as estratégias brasileiras estão começando a ficar mais alinhadas com nações que já possuem o comércio eletrônico como um canal consolidado como Reino Unido, EUA e China” explica.

Dados da pesquisa também mostram que 54% dos compradores acima de 55 anos enxergaram o varejo eletrônico como uma solução durante a pandemia, tendo em vista que uma proporção maior de pessoas tiveram que se isolar e se proteger do vírus, enquanto 26% apontaram neutralidade. Da mesma forma, 51% das pessoas neste mesmo grupo vão continuar fazendo compras virtualmente em 2021, mesmo com a retomada total da economia.

Ainda segundo o relatório, os brasileiros muitas vezes utilizam os tradicionais sites de buscas, como Google, mas já é possível perceber que também usam o Mercado Livre, seguido de perto por outros marketplaces.

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