Pandemia começa a perder força na Europa e impulsiona mercados

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Após uma semana negativa para o Ibovespa, mercados internacionais amanhecem em alta, impulsionados pela redução do número de novas infecções e mortes por coronavírus na Alemanha, Espanha, França e Itália.

Futuros do S&P 500 nos EUA e Bolsas na Europa sobem 3,8%, e mercados asiáticos também fecharam em alta; Hong Kong +2,2%, Japão +4,2%, e Bolsas na China fechadas devido ao feriado nacional.

Outro fator positivo para esta semana é que a Rússia e a Arábia Saudita concordaram em negociar um corte na produção de petróleo. Porém, os preços de petróleo caem cerca de -3,6% nesta manhã, com o Brent operando no patamar de US$ 32,87/barril, devido ao adiamento da reunião virtual da Opep+, que era esperada para hoje, para quinta-feira, dia 9.

No Brasil, durante uma live exclusiva realizada pela XP na noite de sábado, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que alguns mecanismos estão sendo criados e acelerados junto aos bancos para garantir que os recursos cheguem logo aos indivíduos mais prejudicados pela pandemia do coronavírus.

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Campos Neto afirmou ainda que é muito difícil estimar o impacto da pandemia na economia neste momento, mas disse que o BC tem um arsenal “muito grande” de medidas a serem feitas, como uma nova liberação de compulsórios, o direcionamento de novos créditos para micro e pequenas empresas (MPEs) e a continuidade da atuação no câmbio para controlar a liquidez. Clique aqui para assistir a Live na íntegra.

Além disso, durante uma videoconferência com parlamentares do DEM, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o projeto de reforma tributária do governo deverá ser enviado ao Congresso em 30 ou 40 dias e estimou que a crise provocada pelo coronavírus poderá ter duração de três ou quatro meses. Durante uma live com líderes varejistas, Guedes afirmou ainda que o governo deseja implementar a linha do BNDES para oferecer crédito a empresas que faturam até R$ 300 milhões e citou a possibilidade de implementação de uma espécie de “passaporte de imunidade” no Brasil, para que pessoas que tenham imunidade ao vírus possam voltar a trabalhar normalmente quando houver reabertura econômica.

Na política, a semana se inicia com a expectativa de avanço em votações no Congresso. Os deputados aprovaram na sexta à noite a PEC do Orçamento de Guerra e do Banco Central, que começa agora a tramitar no Senado. Na Câmara, há expectativa de discussão em torno do Plano Mansueto, que presta socorro aos Estados.

Mais uma vez, há ruído na relação do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros. Em entrevista no domingo, ele afirmou que integrantes do governo “viraram estrelas” e que não tem medo de “usar a caneta” para demiti-los se for o caso. E há novo ruído com a China, depois de o ministro da Educação postar mensagem em que usa o Cebolinha, da embaixada da China no Brasil.

Por fim, na última sexta-feira, a Gerdau anunciou o encerramento de várias operações em suas unidades de negócios em abril, com menor demanda seguindo impactos do Covid-19. No curto prazo, esperamos pressão nas ações das siderúrgicas no Brasil. Porém, mantemos recomendação de compra na Gerdau (preço-alvo de R$13,00/ação), com visão positiva para o longo prazo.

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