Levantamento realizado pela Ticket sobre o impacto da Covid-19 na vida dos brasileiros com mil usuários apontou que de que quatro em cada cinco pessoas consideram que ter um auxílio-saúde, como planos de saúde, benefício-saúde ou descontos em serviços médicos, se tornou mais importante após a pandemia.
Segundo os respondentes do levantamento, as principais vantagens de ter auxílio-saúde são realizar consultas, exames e outros procedimentos na rede particular, quando necessário (20%); receber atendimento em momentos de emergência, como acidentes ou problemas de saúde (15%), e proporcionar cuidados à família por meio da extensão a dependentes (14%). Em relação aos familiares, 74% disseram que têm parentes próximos ou parceiros (as) que não contam com nenhum tipo de auxílio-saúde e 83% gostariam de incluí-los como seus dependentes em seu auxílio de saúde, se pudessem.
Caso fossem os responsáveis pela contratação do auxílio para as empresas em que trabalham, os respondentes afirmam que os principais serviços que precisam constar na oferta são: consultas médicas (14%), atendimento emergencial (11%), exames de alta complexidade, como endoscopia e colonoscopia (11%), exames de imagem (11%) e exames de sangue (11%).
A amostragem de respondentes da pesquisa é composta por 52% de mulheres e 47% de homens. Entre as faixas etárias, foram 9% de 18 a 24 anos; 25% de 25 a 34 anos; 29% de 35 a 44 anos; 23% de 45 a 54 anos; 9% de 55 a 60 anos; e 6% com mais de 60 anos.
Já levantamento da plataforma Acordo Certo apontou que seis em cada 10 brasileiros relatam impactos na saúde mental causados por problemas financeiros. Entre os problemas citados estão alterações de humor (72%) ou sono (71%), além de ansiedade (67%) e baixa produtividade nas tarefas do dia a dia (62%).
Para o professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Matheus Albergaria, a crise sanitária deve agravar desvalorização do real. O especialista diz ser difícil fazer uma previsão otimista para a economia.
“Valendo-se do cenário atual, estamos com sérios problemas em termos de políticas sanitárias focadas no combate à Covid-19. Se as coisas continuarem andando a passos lentos nos próximos seis meses, com a vacinação devagar como tem ocorrido, podemos esperar uma contínua desvalorização do real”, opina.
O especialista acredita que, neste momento, é fundamental um maior grau de coordenação das políticas de saúde pública.
“Assistimos a uma tragédia anunciada no momento. Muito se fala, mas pouco se faz em âmbito nacional para combater de forma mais efetiva a crise sanitária. Os custos da omissão não são nada baixos: a disseminação de casos de Covid-19 e a perda de vidas humanas são uma tragédia que tem claros efeitos econômicos e sociais, a serem sentidos no curto, médio e longo prazos”, diz.
Na opinião de Albergaria, muitos fatores contribuíram para o cenário de desvalorização do real, e todos eles afetaram diretamente a desvalorização da nossa moeda.
Leia também:

















