O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou, nesta terça-feira, que fechou acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial. Se aprovada, a medida permitirá à empresa renegociar parte de suas dívidas diretamente com os detentores de créditos, sem mediação da Justiça.
Com efeitos imediatos, o projeto atinge apenas as dívidas sem garantias, que, segundo o próprio grupo, chegam a aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Ficaram de fora as despesas correntes ou operacionais, de forma a preservar os pagamentos a trabalhadores, fornecedores, parceiros e clientes.
O acordo foi celebrado com os principais credores, titulares do equivalente a R$ 2,1 bi do valor total da negociação – percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados. Em comunicado divulgado nesta manhã, a companhia afirma que o plano “cria um ambiente seguro e estável para a continuidade, por 90 dias, das negociações” que já vinham acontecendo.
“Neste período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”, informou o Pão de Açúcar.
O grupo destacou que o processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente.
“Assim, o plano representa um passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação”, diz o comunicado. “Em breve o grupo espera divulgar em seu site, mais informações sobre o processo de recuperação extrajudicial.”
Na semana passada, o grupo já tinha informado que continuava negociando com parte de seus credores a repactuação de dívidas financeiras e de outras obrigações de curto prazo. O objetivo, segundo a companhia, é melhorar “o perfil de seu endividamento” e “reforçar a liquidez”, não envolvendo questões operacionais cotidianas.
Agência Brasil
Leia também:
-
A Versão da Lei: cinema brasileiro ganha vitrine internacional em Cannes
Com estética realista e abordagem sensível, A Versão da Lei posiciona-se como uma obra de forte apelo social e potencial de circulação internacional, apresentando-se como uma oportunidade estratégica para agentes de vendas, distribuidores e programadores. A trama acompanha Sol (Tati Villela), uma advogada negra e lésbica que atua na defesa de mulheres em situação de […]
-
Trends 2026: futuro e tendências do mercado de seguros
A programação será realizada no dia 2 de junho das 13h às 18h no icônico Museu do Amanhã, no Centro do Rio. “O objetivo será debater as tendências do mercado, visando o futuro, através das análises de cerca de 25 especialistas nos segmentos de Vida, Saúde, AUTO, Seguro Corporativo, Consórcio e Tecnologia”, informa o CEO […]
-
Regras de preferência a fornecedores brasileiros
Durante 60 dias, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) realizará consulta prévia de 60 dias sobre o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) que visa regulamentar a igualdade de oportunidade e o direito de preferência a fornecedores brasileiros na aquisição de bens e serviços nos contratos de exploração e produção […]
-
Fusões e aquisições mostram queda de 37% em abril
O cenário de fusões e aquisições foi objeto de análise no relatório mensal do TTR Data (ttrdata.com), que revelou 374 transações movimentando um total de R$ 123,2bi em abril de 2026. Os números representam uma queda de 37% no número em relação ao mesmo período de 2025, no entanto o houve um aumento no capital […]
-
Criptomoedas: brasileiros ampliam presença mas medo limita investimentos
O número de brasileiros que investem ou já investiram em criptomoedas cresce de forma consistente. Estimativas apontam que cerca de 59 milhões de pessoas no país já tiveram contato com esses ativos, o equivalente a aproximadamente 37% da população adulta. Entre os investidores, 42% afirmam já ter comprado criptomoedas ao menos uma vez, segundo levantamentos […]
-
Empresas perdem dinheiro por não entender garantias em contratos públicos
O mercado de compras públicas segue como uma das principais frentes de expansão para empresas brasileiras, mas a sofisticação dos contratos e o rigor das exigências têm elevado o custo. Entre os pontos mais sensíveis está a estrutura de garantias contratuais, frequentemente tratada como etapa operacional, quando, na prática, envolve decisões financeiras e jurídicas com […]























