35.5 C
Rio de Janeiro
domingo, janeiro 17, 2021

Papel verde

Cresce a discussão internacional sobre o que pode fazer o Fed (espécie de banco central terceirizado dos EUA) para continuar financiando o déficit norte-americano. A ameaça de “monetizar” a dívida paira no ar desde a reunião de banqueiros centrais em Jackson Hole (27 de agosto), relata o boletim eletrônico semanal Resenha Estratégica. O presidente do Fed, Bem Bernanke, teria dito nas entrelinhas que o resto do mundo não tem outra opção que a de continuar financiando os déficits estadunidenses; caso contrário, os EUA transformarão em papel pintado os trilhões de títulos do Tesouro espalhados pelo mundo.

Hora de sair?
O Brasil é o quarto país no ranking dos detentores de títulos dos Estados Unidos.

Os ilíquidos
Um dos argumentos mais renitentes de alguns analistas e operadores contra a participação na capitalização da Petrobras é o “risco político”, inerente, segundo a visão de mundo que compartilham certas seitas, a toda empresa estatal, seja qual for o governo de plantão. Pela mesma lógica, supõe-se que esses advisers estivessem montados em papéis de empresas como Bank of America, AIG, Lehman Brothers. Ou seja, a opção por excluir da sua carteira de ações a principal empresa brasileira não se deve apenas à síndrome da estadofobia. É também problema de falta de liquidez.

Matemágica
A previsão do Banco Central de que o Brasil deve torrar US$ 9,068 bilhões, este ano, com o pagamento de juros da dívida externa surpreendeu os incautos que acreditaram na tese de que “o Brasil acabou com a dívida externa”. Afinal, se a dívida acabou, por que o país continua a pagar juros sobre um montante inexistente? É porque existe diferença abissal entre o fato de as reservas internacionais brasileiras, na faixa de US$ 270 bilhões, superarem o débito externo, US$  228,594 bilhões – dados de agosto. Este número, porém, não inclui os empréstimos intercompanhias; com essa rubrica, o montante da dívida externa já chega a US$ 300 bilhões.

Comércio
O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves, recebe nesta quinta-feira, às 18h, o título de Benemérito do Estado, comenda da Assembléia Legislativa.

O intuitivo
Embora admitindo não ter qualquer prova para sustentar a acusação, o candidato do PSDB à presidente da República, José Serra (PSDB), agarrou-se a sua “intuição”, para sustentar que o caos provocado pela paralisação de terça-feira no Metrô de São Paulo fora fruto de “interesses eleitorais”. Serra não se arriscou, porém, a recorrer à intuição, para informar ao país que o desabamento da estação Pinheiros, no início de 2007, também fora provocada por interesses eleitorais.

Por via das dúvidas
A intuição de Serra, no entanto, parece não empolgar nem as hostes tucanas. Embora ele tenha insistido em que o Metrô paulista é “seguríssimo”, no Dia Mundial sem Carro, o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), foi trabalhar de metrô, mas, certamente, por boas razões, evitou o horário de rush, gesto que, infelizmente, a grande maioria dos usuários não pode imitar.

Artigo anteriorDemofobia
Próximo artigoAltivez chinesa
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Grande produtor rural não paga impostos

Agronegócio alia força política a interesses do mercado financeiro.

Não foi a disrupção que derrotou a Ford

Mercado de automóveis está mudando, mas montadora sucumbiu aos próprios erros e à estagnação que já dura 6 anos.

Quantas mortes pode-se debitar na conta de Bolsonaro?

Se índice de óbitos por Covid-19 no Brasil seguisse a média mundial, teriam sido poupadas 154 mil vidas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Varejo sente redução no auxílio e alta da inflação

Comércio ficou estável em novembro e quebrou sequência de recuperação.

Senado quer que Pazuello se explique

Pedido de convocação para cobrar ação do Ministério da Saúde no Amazonas.

Lenta recuperação na produção industrial dos EUA

Setor ainda está 3,6% abaixo do nível anterior à pandemia.

Realização de lucros em âmbito global

Bolsas europeias e os índices futuros de NY operam em baixa nesta manhã de sexta-feira.

Desaceleração deve vir no começo do primeiro trimestre

Novo pacote de estímulo fiscal, bem como o avanço da imunização, deve garantir reaceleração em direção ao final do período.