Para 48%, recém-formados são os mais afetados no mercado de trabalho

Pesquisa feita com mais de 9 mil pessoas descobriu que 25% fazem parte da Geração Nem Nem, que não trabalha nem estuda.

Para 48% dos brasileiros, recém-formados são os mais afetados na entrada do mercado de trabalho. É o que aponta estudo da Mindsight realizado com 9.241 pessoas (sendo 57% delas mulheres) sobre os desafios da nova geração. Entre os participantes com 30 anos ou menos, o percentual foi de 63%, enquanto que para o público acima dos 30 ficou em 33% – entre estes, 26% acreditam que o processo é difícil para todos sem diferenciação por idade e 21% pensam que é mais difícil para pessoas que, por diversos motivos, tenham se afastado do mercado de trabalho por um longo período.

A pesquisa descobriu também que 25% dos respondentes fazem parte da Geração Nem Nem. A maioria (35%) dos participantes está apenas estudando e buscando uma posição no mercado, e 42% afirmou que só retomará os estudos depois que começar a trabalhar.

Entre os participantes, 28% têm Graduação completa e 27% incompleta, enquanto 17% finalizaram o Ensino Médio – além disso, 15% dos entrevistados possuem Pós-graduação completa e 8% incompleta.

Os números são bem similares quando é feita a segmentação por gênero, com algumas pequenas diferenças quanto ao Ensino Médio completo e Pós-graduação completa:

As diferenças se tornam maiores quando são feitas análises considerando as autodeclarações étnico-raciais. Entre os participantes que se consideram brancos (49% do total), 20% possuem Pós-graduação completa – já entre os que se consideram pretos (15% do total), esse número cai para 9%. Somando participantes não brancos (pretos, pardos, amarelos e indígenas, que juntos somam 51% do total), cerca de 11% possui Pós-graduação completa. Outro ponto a ser destacado é na taxa de desemprego, que acomete 60% dos participantes. Entre as mulheres entrevistadas, 64% não estão trabalhando, enquanto entre os homens, a taxa cai para 56%.

Em um recorte racial, os pretos são os mais atingidos, com 29% afirmando não estar trabalhando e nem estudando atualmente, e também os que mais sofreram com a pandemia, com 40% afirmando que houve impacto no setor em que trabalham. Entre os que se consideram brancos, 23% não trabalham nem estudam – em relação à percepção do impacto da pandemia na área de trabalho, o percentual é de 34%.

Para 61% dos homens e das mulheres, a pandemia afetou muito ou moderadamente sua área de atuação.

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