Segundo pesquisa da fintech Acordo Certo, 69% dos brasileiros possuem alguma dívida – desses, 60% devido à pandemia. Ainda de acordo com o levantamento, as preocupações se dividem entre o medo de não conseguir prover o básico (35%), não conseguir pagar as dívidas (34%) e ficar com o nome negativado (34%). As dívidas também têm impactado diretamente na saúde mental e emocional dos brasileiros, 7 em cada 10 pessoas relatam que tiveram ou ainda tem alterações de humor (72%) ou sono (71%), além de ansiedade (67%) e baixa produtividade nas tarefas do dia a dia (62%).
Já a Pesquisa de Hábitos de Consumo das Classes C e D da Superdigital, fintech do Santander, mostra que os brasileiros das classes C e D gastaram em fevereiro 28% a menos que em janeiro. O levantamento, baseado nas transações feitas pelos clientes, é mensal e tem o objetivo de traçar o perfil do consumidor.
Os dados por região apontam que o maior recuo foi no Sudeste do País, com queda de 31%, seguido por Nordeste e Centro-Oeste, onde a diminuição do consumo foi de 25%, Norte (-21%) e Sul (-10%).
As maiores variações registradas entre fevereiro e janeiro foram nas categorias prestadores de serviços (-50%), serviços (-45%) e lojas de artigos diversos (-33%). O único setor em que houve aumento de gastos foi combustível, com uma variação positiva de 7%.
Em fevereiro, 33% do consumo foram realizados em supermercados, 3 pontos percentuais a mais que em janeiro, seguido por restaurantes (12%), lojas de artigos diversos (11%) e serviços (9%).
Especificamente no Rio de Janeiro, os dados da pesquisa mostram que os gastos recuaram 19%. Os setores que puxaram a queda foram automóveis (-37%), prestadores de serviços (-26%) e rede online (-22%). Na outra ponta, houve um aumento nos gastos com diversão e entretenimento (14%), o único segmento que avançou.
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