Para 9 em 10 chineses, coronavírus trará impacto no orçamento familiar

Estudo ouviu 12 mil pessoas, entre 16 e 74 anos, em 12 países; água está sendo estocada por 15% do total de entrevistados.

Internacional / 14:15 - 25 de mar de 2020

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A pandemia de coronavírus deve ocasionar prejuízos não apenas no cenário macro das economias mundiais, mas também no bolso da população. É o que acreditam os participantes da quarta onda da pesquisa "Tracking the coronavirus - results from a multicountry poll", realizada semanalmente pela Ipsos com entrevistados de 12 nações. Na China, um dos países mais afetados pela doença, nove em cada dez ouvidos (89%) creem que o surto de Covid-19 impactará negativamente o seu orçamento e de suas famílias.

O pessimismo chinês é compartilhado com os vietnamitas. No país do sudeste asiático, 89% dos entrevistados também afirmaram que o coronavírus acarretará impacto financeiro nos lares locais. Na Índia e na Itália, três em cada quatro pessoas (75% dos ouvidos em cada país) concordam com a premissa.

Completam o ranking Japão (68%), Austrália (65%), Rússia (63%), Canadá (60%), EUA (57%), França (54%) e Reino Unido (50%). Na última posição, a Alemanha é a única nação onde menos da metade dos participantes da pesquisa acredita que a pandemia deve ser prejudicial aos orçamentos familiares, com 40% de concordância com a frase.

O levantamento também mensurou as alterações que os hábitos de consumo dos ouvidos sofreram em decorrência do coronavírus. Considerando as 12 nações, 23% declararam ter começado a estocar alimentos especificamente para se proteger do surto da doença. Os países que mais aderiram à medida foram China (42%), Índia (32%) e Vietnã (30%). Na outra ponta do ranking, Japão (6%), Rússia (12%) e França (14%) não compartilham da mesma preocupação.

A água também é um item de primeira necessidade que está sendo estocado por 15% do total de entrevistados. Encabeçam a lista Índia (34%), Vietnã (24%) e EUA (23%). Por outro lado, Japão (3%), Reino Unido (6%) e França (7%) fecham o ranking.

O levantamento, virtual, foi conduzido entre os dias 12 e 14 de março e contou com a participação de cerca de 12 mil pessoas, com idades de 16 a 74 anos. A margem de erro é de 3,5 p.p..

Na China, os preços da carne suína continuaram a cair na semana passada, na medida em que a produção de porcos aumentou e a demanda diminuiu, mostraram dados oficiais.

De 16 a 20 de março, o índice médio de preços da carne suína em 16 regiões de nível provincial pesquisados pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais chegou a 47,52 iuanes (US$ 6,7) por quilo, uma queda de 1,6% na semana.

A baixa dos preços ocorreu em meio à retomada da produção de suínos na China, onde uma série de políticas direcionadas deu resultados.

O estoque de porcas de procriação nos 400 distritos monitorados pelo ministério aumentou mensalmente 1,7% em fevereiro, crescendo pelo quinto mês consecutivo, segundo a pasta.

 

Com informações da Agência Xinhua

 

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