Para Associação Comercial de SP, queda oficial do PIB  foi puxada pela queda no consumo das famílias

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, comentou ontem a queda do PIB em 2015:
– Como já era esperado, a retração do PIB de -3,8% em 2015 foi puxada pela queda no consumo das famílias (-4%) e, também, pelo forte tombo da formação bruta de capital fixo (-14,1%). Tudo isso capitaneado pelo impasse político-institucional, que afeta inclusive os presidentes do Legislativo e do Executivo. Espera-se que haja uma rápida solução para essa dificuldade política para que comecemos, então, a enfrentar o problema econômico.
De acordo com Burti, a queda do PIB só não foi maior por causa do bom desempenho da agropecuária, que cresceu 1,8% em 2015.
– E o setor de comércio, infelizmente, caiu 8,9%, bem próximo da nossa estimativa de 8%, divulgada em dezembro – finaliza Burti.

Firjan: contra a recessão, a receita é mudança na postura fiscal e reformas estruturais
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), “os resultados do PIB divulgados confirmaram a forte recessão pela qual passa economia brasileira. A queda de 3,8% do PIB no ano passado é a maior desde 1996. Como se não bastasse, as projeções de 2016 apontam para outro ano de forte retração. Esse quadro é disseminado, mas afeta com maior intensidade dois determinantes da capacidade de crescimento futuro do país: os investimentos (-14,1%) e a indústria de transformação (-9,7%). Com efeito, ambos voltaram no tempo, o primeiro ao nível de 2009 e o segundo, ao de 2005. O Brasil precisa de medidas rápidas e eficazes. A primeira delas é a necessária mudança da postura fiscal. Definitivamente, a solução não passa por mais impostos. Pelo contrário, esse remédio já mostrou ter o efeito contrário ao desejado, com efeitos perversos sobre a retomada da atividade econômica e da própria arrecadação de tributos. Por isso, o Sistema Firjan insiste na necessidade de um plano fiscal de longo prazo que signifique aumento do superávit primário, via redução dos gastos públicos de natureza corrente. Mas isso não basta. O país não pode mais se furtar de atacar as velhas questões estruturais que afetam a competitividade das empresas nacionais, e que precisam ser levadas à frente, sobrepondo-se à paralisia atual. Somente dessa forma será possível retomar uma trajetória de crescimento sustentável no longo prazo, superando a atual conjuntura negativa.”

Fecomércio-RJ – De acordo com Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), “o IBGE divulgou o resultado que empresários e consumidores já sentiam em seu dia a dia: que a economia brasileira apontou em 2015 o pior desempenho em 25 anos, com contração de 3,8%. Além disso, os números evidenciam um paulatino agravamento da recessão, na comparação entre os trimestres dos dois últimos anos. Em outras palavras, o ritmo de encolhimento da atividade se acentuou ao longo do período, chegando a uma queda próxima a 6% nos últimos três meses do ano em relação ao último trimestre de 2014. Não é algo natural numa economia, ainda mais com os recursos e potencial de que dispõe o Brasil. Com o crescimento da população, os avanços tecnológicos, o aumento gradual da escolaridade, do nível de capacitação da mão de obra, e a ocupação de áreas até então inabitadas, o normal é que as economias cresçam. Isso não ocorre hoje no país por uma conjunção de fatores, que antecedem 2015.”
Segue dizendo que “a princípio, pesaram ao longo dos últimos cinco anos a fatia crescente da máquina pública na economia, a tolerância com uma inflação muito mais próxima do teto da meta do governo do que de seu centro – hoje acima do dobro da meta -, o descumprimento de combinados fiscais já consagrados e a elevação de juros e impostos. Como desdobramento, a confiança dos agentes econômicos caiu ano a ano, da mesma forma que o investimento, o ímpeto das empresas em contratar novos colaboradores, da indústria em produzir, dos consumidores em comprar – resultando numa queda de quase 9% do comércio no ano, período em que todos esses fatores se exacerbaram. Para a Fecomércio-RJ, a saída está em medidas de fato estruturais, focadas no interesse público, para além de ações localizadas e pontuais, de modo a resgatar algo fundamental para a retomada do crescimento: credibilidade e confiança. Com a redução de despesas públicas de custeio, cumprimento de metas econômicas, diminuição paulatina de impostos e juros, incentivo ao investimento e, consequentemente, melhoria do ambiente de negócios, o país voltará a crescer.”

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