Para China será ‘erro grave’ da Argentina cortar relações

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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nessa terça-feira que o desenvolvimento das relações com a Argentina tem mostrado um bom impulso e que seria um “erro grave” para o país sul-americano cortar laços com países como a China e o Brasil, de acordo com a agência Reuters.

Segundo a economista Diana Mondino, cotada para ser ministra da economia argentina, o país não se juntaria ao grupo BRICS. A porta-voz chinesa falou sobre as declarações de Mondino. De acordo com Ning:

– Os dois lados têm uma forte complementaridade econômica e um enorme potencial de cooperação. A China está disposta a continuar a trabalhar em conjunto com a Argentina para promover a estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo das relações bilaterais.

No início de novembro, Mondino afirmou que não havia problemas da Argentina negociar com o Brasil, porém com relação à China, o presidente eleito, Javier Milei, tentaria acabar com acordos opacos entre eles.

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Lula: não precisa ter amizade

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou também, nesta terça-feira, que outros presidentes não precisam ser amigos dele, mas que é possível chegar a um acordo.

“Eu não tenho que gostar do presidente do Chile, da Argentina, da Venezuela. Ele não tem que ser meu amigo. Ele tem que ser presidente do país dele, eu tenho que ser presidente do meu país. Nós temos que ter políticas de Estado brasileiro e ele, do Estado dele. Nós temos que sentar à mesa, cada um defendendo os seus interesses. Como não pode ter supremacia de um sobre o outro, a gente tem que chegar a um acordo. Essa é a arte da democracia: a gente ter que chegar a um acordo”, explicou Lula.

A declaração foi dada no Palácio Itamaraty, em Brasília, em discurso na cerimônia de formatura de diplomatas brasileiros no Instituto Rio Branco, escola diplomática do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Segundo Lula, o conselho que daria aos chefes de Estado de países da América do Sul seria, que, em vez de reclamarem dos problemas políticos, devem tentar resolvê-los com diálogo e aprender a conviver com as diferenças.

“Temos que ser inteligentes e tentar resolver, tentar conversar, tentar fazer com que as pessoas aprendam a conviver democraticamente na adversidade, chegar a um acordo.” O presidente valorizou a capacidade de negociação e convencimento, e em alguns momentos, a de ceder nas relações para chegar a um acordo.

Com informações da Sputnik Brasil, Agência Brasil e Reuters

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