Para estudantes, pandemia deixará impactos permanentes na educação

Quase 90% das pessoas creem em maior presença do formato virtual nos ensinos Básico e Superior.

Conjuntura / 11:59 - 18 de set de 2020

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Segundo edição de pesquisa anual da Pearson, intitulada Global Learner Survey e que ouve milhares de estudantes em diversos países apontou para uma compreensão geral de que a pandemia deixará marcas permanentes na educação, com maior presença de formatos online em todos os níveis de ensino e uma nova realidade de trabalho moldando o que e como as pessoas aprendem. Foram ouvidas 7 mil pessoas com idades entre 16 e 70 anos em sete países: Austrália, Brasil, Canadá, China, EUA, Índia e Reino Unido.

O estudo mostrou que quase 80% das pessoas acreditam que os ensinos Fundamental, Médio e Superior irão mudar fundamentalmente por causa da pandemia, e quase 90% dizem que a aprendizagem pela internet fará parte desses três níveis educacionais. Com 90% dos respondentes também afirmando que as pessoas precisarão estar mais confortáveis trabalhando à distância e em ambientes altamente digitais, é crescente a percepção de que a educação está se tornando mais "self-service", especialmente em países como Índia e Brasil. Por aqui, 90% dizem que as pessoas precisarão assumir maior responsabilidade sobre o que aprendem para suas carreiras. Recursos online de aprendizagem, desenvolvimento de habilidades socioemocionais e preocupação com letramento digital despontam como tendências globais no que diz respeito à preparação para um novo mundo do trabalho.

Ainda segundo a pesquisa, 70% dos respondentes globais veem a educação formal como um importante impulso para o sucesso na vida, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado. No Brasil, esse número é ainda maior: 84%, uma variação de +1% em relação a 2019. Apesar disso, ainda há certo ceticismo em relação a faculdades e universidades. As pessoas em geral valorizam o ensino superior, com 60% afirmando que você precisa de um diploma para ter sucesso na vida. No entanto, 64% globalmente e 67% no Brasil acreditam que essas instituições não estão em sintonia com os estudantes. Enquanto isso, a confiança no ensino profissionalizante está crescendo, com 72% das pessoas - 4% a mais que no ano passado - afirmando que uma formação desse tipo tem mais chance de levar a um bom emprego do que um diploma universitário. No Brasil, esse crescimento foi de três pontos percentuais, de 65% para 68%.

Outro levantamento, do IBGE, divulgado hoje e intitulado Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19 estima em 45,6 milhões o número de estudantes matriculados em escolas ou universidades na quarta semana de agosto. Desse total, 7,2 milhões (15,8%) não realizaram atividades escolares em casa no período. O número permaneceu estável em relação à semana anterior. As férias foram apontadas como motivo para 970 mil alunos não realizarem atividades escolares.

Segundo o IBGE, que começou o estudo em maio, o contingente de estudantes que tiveram atividades ficou em 37,4 milhões.

"Ainda estamos no patamar de 82% de pessoas que referiram ter atividades escolares", afirmou Maria Lucia Vieira, a coordenadora da pesquisa.

 

Com informações da Agência Brasil

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