Para quatro em 10 brasileiros, idade é empecilho em busca por emprego

Mais de 70% dos profissionais com mais de 40 anos já sofreram preconceito no mercado de trabalho.

Pesquisa realizada pela InfoJobs mostrou que 70,4% dos profissionais com mais de 40 anos revelam já ter sofrido preconceito no mercado de trabalho por conta da discriminação de sua idade. O levantamento foi feito em abril e ouviu 4.588 profissionais. Na percepção de 78,5% dos respondentes, o mercado não dá as mesmas chances para profissionais 40+, quando comparado com os mais jovens. Ainda segundo o levantamento, 27,1% acreditam que é preciso estar mais atualizado para competir com as novas gerações e 68,4% alegam que muitas vezes nem isso é suficiente para garantir um emprego.

Segundo o estudo, 61,1% dos profissionais afirmam que o principal desafio profissional é a falta de oportunidade de trabalho, enquanto outras dificuldades não chegam a 15% das respostas. Questionados sobre o que falta para as empresas contratarem profissionais com 40+, 56,2% acreditam que falta reconhecerem o potencial das contratações 40+, enquanto, 30,4% responderam que é necessário romper com preconceitos internos para impulsionar essas contratações. Apenas 12,8% das empresas possuem mais de 50% de funcionários com mais de 40 anos.

Além disso, 99,2% dos perfis de liderança respondentes da pesquisa acreditam que profissionais com mais de 40 anos agregam no ambiente de trabalho.

Por fim, questionados sobre como podem se destacar no mercado de trabalho, 25,9% responderam que comprometimento é a chave, seguido por maior tempo de experiência e capacidade de adaptação, ambas com 18,1%.

Já pesquisa da Mindsight com 1.881 pessoas descobriu que 29% já sofreu algum tipo de preconceito nos processos seletivos por conta de sua idade e 40% dos brasileiros acreditam que a idade tem sido um empecilho na busca por emprego.

O levantamento feito com candidatos que estavam buscando emprego no mês de março, descobriu que a maior concentração de desempregados está entre pessoas de 17 anos ou menos e 51 anos ou mais, totalizando 70% e 71% dos respondentes de cada faixa etária, respectivamente. Estes mesmos grupos também foram os que mais relataram que a idade tem sido um empecilho para conseguir empregos remotos durante a pandemia, totalizando 85% e 71% dos respondentes de cada faixa, respectivamente.

Em terceiro lugar vieram as pessoas entre 41 a 50 anos, com 66% dos participantes desempregados e em busca de recolocação e 56% enfrentando dificuldades para conquistar uma vaga remota. Entre as pessoas de 25 a 30 anos, a taxa de desemprego cai para 58%, a menor taxa entre todas as faixas etárias entrevistadas. Este grupo é o que tem tido menos empecilhos para conseguir um trabalho remoto, com apenas 21% dos respondentes afirmando ter dificuldade.

Em relação ao nível profissional dos participantes, a taxa de desemprego é maior entre os estagiários e aqueles em cargos plenos, com 68% e 65%, respectivamente. Essa proporção cai para 55% e 59% entre aqueles que estão em posições de especialistas/gerentes e C-Level, respectivamente.

Outro ponto de destaque está no recorte por nível profissional: 81% dos profissionais em cargos de estágio ou júnior relataram já terem perdido oportunidades por não terem todas as exigências da vaga; em contrapartida, 46% dos profissionais em nível sênior ou C-Level precisaram omitir suas habilidades para concorrerem às vagas ofertadas, uma vez que demandam uma remuneração mais elevada por conta de suas experiências.

A pesquisa avaliou também a percepção dos participantes em relação a preconceitos devido à sua faixa etária no mercado de trabalho. Enquanto para a maioria dos participantes até 40 anos isso não é uma realidade, aqueles com mais de 41 já enfrentaram discriminação por causa da sua idade – 43% dos respondentes entre 41 e 50 anos e 66% daqueles com 51 anos ou mais afirmaram já ter passado por uma situação desse tipo.

Leia também:

Desemprego continuará avançando ao longo do ano

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