Para se listar na Nasdaq, empresa terá de obter US$ 25 milhões

Medida deve afetar menos de 30% das companhias chinesas que buscam bolsa norte-americana.

Acredite se Puder / 17:43 - 19 de mai de 2020

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Num momento de crescente tensão entre os Estados Unidos e a China sobre questões comerciais, de tecnologia e com as recentes acusações da fabricação do novo coronavírus em laboratório, as restrições da Nasdaq representam o mais recente capítulo nesta relação entre as duas maiores economias do mundo. A bolsa norte-americana prepara uma série de exigências que vão tornar mais complexas as entradas no tecnológico Nasdaq Composite, o que dificultará a entrada de novas empresas chinesas. O maior empecilho a qualquer empresa, chinesa ou não, que queira participar do índice, será o limite mínimo de US$ 25 milhões levantados no IPO ou, como alternativa, um quarto da sua capitalização de mercado.

A medida impactará empresas chinesas de pequeno ou médio porte que pretendiam ter títulos negociados na segunda maior bolsa do mundo. Levantamento da Refinitiv aponta que das 155 empresas chinesas que entraram no Nasdaq desde o ano de 2000, 40 foram através de IPOs inferiores a US$ 25 milhões.

Além do limite mínimo, a Nasdaq as obrigará a contratarem um consultor especial familiarizado com os níveis de transparência exigidos para as companhias abertas do país. O que motivou essa imposição foi o caso da chinesa Luckin Coffe, rival da Starbucks e que estreou em Nova York no início de 2019, ter revelado que investigação interna mostrou que o seu Chief Operating Officer e outros empregados combinavam acordos mediante determinadas vendas, que causaram prejuízos de US$ 310 milhões.

 

Europeus voltam a permitir venda a descoberto

Os reguladores dos mercados de ações da Áustria, Bélgica, França, Grécia, Itália e Espanha, segundo comunicado da The European Securities and Markets Authority, decidiram antecipar o prazo que terminaria em 18 de junho e levantar as restrições para as vendas a descoberto (short selling), que é uma aposta especulativa na queda dos mercados financeiros, que permite ganhos com a queda das cotações. Com o regresso desse tipo de negociação, algumas cotadas europeias já sentiram a pressão, como a austríaca Voestalpine AG, o banco francês Natixis SA e a espanhola Actividades de Construccion y Servicios SA, que tiveram os piores desempenhos no pregão desta terça-feira nas bolsas dos seus países. Apesar do levantamento das restrições, a ESMA manteve a obrigação para que os fundos de investimento aumentem ou diminuam a sua percentagem de “short selling” em pelo menos 0,1% continuem a comunicá-lo até ao próximo dia 16 de junho.

 

Taurus não se interessa em fornecer a SP

O Governo do Estado de São Paulo suspendeu a Taurus Armas de participar de suas licitações, além de aplicar multa administrativa de R$ 12,67 milhões em processo relacionado ao fornecimento de pistolas para a Polícia Militar de São Paulo entre 2007 e 2011. A companhia vai interpor “recurso cabível”, pois alega que entregou as armas de acordo com as especificações contratadas. Além disso, afirma que o processo administrativo não afeta a disponibilidade de participar de licitações de outros estados, e que há três anos não fornece equipamentos para São Paulo e que, por isso, a medida não terá efeito em suas receitas.

 

Analistas otimistas com a Marfrig

A produção chinesa de carne suína deverá sofrer redução de 20% neste ano. Por essa razão, os analistas do Bradesco BBI destacam que a Marfrig deve continuar a colher benefícios pelo crescimento das exportações, especialmente para a China. E os especialistas das principais casas de análises foram otimistas com os resultados da empresa. Para os da XP Investimentos, o Ebitda ajustado foi 10% maior que a expectativa, enquanto a margem Ebitda ajustada ficou acima em 8%, principalmente devido a: a) forte demanda nos EUA; b) preços mais altos e fortes exportações, especialmente para a China; c) ganhos de eficiência operacional e reduções de custo na América do Sul e d) depreciação cambial. Por isso, aumentaram o preço-alvo da ação de R$ 13 para R$ 18 ao atualizar o modelo com os números do primeiro trimestre, que vieram acima do esperado, além de incorporar o modelo macroeconômico com a visão de um real particularmente mais fraco frente ao dólar.

Os do Credit Suisse também destacaram o resultado como positivo e seguem otimistas com o case de investimentos da companhia. Ressaltam que o período é sazonalmente tímido na frente operacional, mas este trimestre foi claramente uma exceção, dadas as máximas recordes das margens Ebitda de 8% e 12,3% para National Beef e América do Sul.

 

Suplentes não param no IRB

Thaís Ricarte Peters, conselheira suplente do IRB, renunciou ao conselho de administração da empresa. Foi eleita em 19 de setembro de 2019 para a suplência de Pedro Duarte Guimarães, que deixou a companhia em março quando era o presidente interino do conselho.

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