Paralisação dos petroleiros tem forte adesão da categoria

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Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio (foto de Fernando Frazão, ABr)
Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio (foto de Fernando Frazão, ABr)

Nesta sexta-feira, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos realizaram paralisação nacional, com atraso na entrada do expediente e assembleias para aprovar o estado de greve. O ato acontece para firmar posição contrária à privatização em curso da Petrobras e à permanência de gerentes na empresa alinhados ao governo anterior, contrariando o projeto eleito nas urnas. Em todas as assembleias realizadas até agora, a categoria vem aprovando a pauta.

A decisão da Diretoria Executiva da Petrobras, publicada em 17 de março, prevê prosseguir com os processos que já tiveram os contratos de venda assinados, ignorando ofício do Ministério de Minas e Energia (MME) que pede sua suspensão à Petrobras, por 90 dias, para análise e reavaliação. As unidades em negociação são os Polos Norte Capixaba, Golfinho e Camarupim (ES), Pescada e Potiguar (RN) e a Lubnor (CE). A Diretoria jogou a decisão para o Conselho de Administração (CA) da empresa, que ainda não se manifestou.

Ontem, a FUP esteve em Brasília conversando com Alexandre Padilha, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, e solicitou que o Governo Federal volte a cobrar, via MME, os conselheiros que representam a União no Conselho Administrativo, para que eles votem pela suspensão das privatizações. Mesmo que eles tenham sido indicados por Bolsonaro, devem seguir a orientação do Governo Federal, que é quem eles representam no Conselho.

A Federação defende, desde o final de 2022, a revisão do acordo de venda de ativos firmado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobras, em junho de 2019.

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“O acordo com o Cade é prejudicial e contrário à política de refino do programa do setor de óleo e gás do governo Lula, que sinaliza a necessidade de ocupar mais o mercado brasileiro, o sexto maior mercado consumidor do mundo” enfatiza Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

O sindicalista lembra, ainda, que o setor energético é estratégico para o país, pois afeta diretamente as condições de vida da população e é de fundamental importância para a economia nacional.

“O petróleo e gás, além da importância na geração de energia, têm outro aspecto essencial que é gerar uma renda extraordinária, a qual poderia ser utilizada pelo Estado brasileiro para investir em educação, ciência e tecnologia”, completa Bacelar.

As assembleias prosseguem até o dia 7 de abril para que os profissionais que trabalham em turnos de revezamento, em prédios administrativos ou embarcados e em regimes especiais possam votar.

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