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sexta-feira, janeiro 15, 2021

“Paranauê”

Embora a grande maioria dos brasileiros radicados na Grécia tenha se estabelecido no país mais por laços afetivos, principalmente, por casamento com locais, do que econômicos, nos últimos dez anos cresceu o número de dois tipos de profissionais que se mudaram para lá: jogadores de futebol e.. capoeiristas. Quem conta é o embaixador do Brasil em Atenas, Oto Agripino Maia.

Quem vai piscar?
Nos próximos dias, o mundo vai assistir a uma queda de braço que, para além de alavancar bilionários movimentos especulativos nos cassinos globais, começará a redefinir o futuro da crise. Com a fragorosa derrota que os partidos submetidos aos ditames da tróica – União Européia, Banco Central e FMI – e a provável ascensão ao poder dos que se recusam a continuar a mandar os gregos para o matadouro, cada lado deve esticar, ao máximo, a corda. Os eleitos pelo povo grego se verão sob forte pressão, sendo chantageados pela ameaça de expulsão da Zona do Euro, pela volta da dracma, pela explosão da inflação, por frenética corrida aos bancos, sem falar no tribunal da mídia.
Se mantiverem a firmeza e o apoio da população grega, poderão demonstrar, porém, que os seus adversários têm muito mais a perder, porque o “efeito dominó” da saída da Grécia do euro não termina na quebra de Itália e Espanha, o que já seria suficientemente catastrófico. Suas repercussões devem ir muito além do outro lado do Atlântico, atingindo “bancões” estadunidenses abarrotados em credit default swap (CDS) de seus congêneres europeus. Essas três palavras na língua de Obama representam um seguro comprado por bancos desejosos de terem suas estripulias nos cassinos globais, como aplicações em títulos, públicos e privados, de retorno duvidoso, cobertas por outras instituições financeiras. A maioria dos detentores dos CDS dos bancos grandes demais para quebrar da Europa estão nos EUA.

Copo cheio ou vazio?
Há a suspeita, ainda, de que muitas instituições financeiras européias sequer adquiriram CDS para garantir suas aventureiras financeiras. O lado positivo disso é que os “bancões” dos EUA seriam menos atingidos pela temporada de quebradeira da Europa. O negativo é o total da conta a ser pago por governos instados pelo mercado financeiro a aprofundar medidas de “austeridade” contra seus próprios povos, teriam uma conta ainda mais impagável a cobrir, a não ser com emissões inimagináveis em euros pelo Banco Central Europeu (BCE).

Quanto custa?
Qual é o custo de um trabalhador para a empresa? Os anos de trabalho aumentam ou diminuem esse custo? Qual é o peso da legislação trabalhista no custo do trabalho? Quanto custa para a empresa manter ou demitir um colaborador? Quanto custa para treinar um novo funcionário? Esses são alguns dos temas que o Centro de Microeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), tentará responder com a divulgação de pesquisa inédita sobre os custos dos trabalhadores no Brasil. Foram dois anos de estudos em empresas do setor têxtil. Segundo a FGV, a metodologia utilizada para essas empresas pode ser aplicada em outros setores. A divulgação será na próxima quarta e esta coluna torce, para que não se acuse a pesquisa de parcial, que traga de brinde uma comparação com os salários e custo de vida de trabalhadores de outros países.

Má lição
Denúncia publicada pelo ex-prefeito Cesar Maia, segundo ele feita por um professor do Município do Rio de Janeiro: “A SME (Secretaria municipal de Educação) está recolhendo das escolas milhares de publicações produzidas para reforço dos alunos. São livros editados em papel couché, com quatro cores (qualidade máxima de cor), produzidos pela Multirio. Há erros, muitos, que tornam as publicações imprestáveis. As CREs estão recolhendo os exemplares (1º e 2º bimestre) já distribuídos às escolas (…) É material muito caro. Dinheiro jogado fora.”

Não fica um…
Pelo número de governadores – pelo menos seis – que já tiveram seus nomes ligados direta ou indiretamente a Carlinhos Cachoeira, a CPMI do Cachoeira deveria começar suas investigações pelos governantes que declarem não ter tido qualquer envolvimento com o contraventor.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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