Parcela apropriada

Entre março de 1999 e dezembro de 2005, o Banco Central reduziu a taxa Selic de 45% ao ano para 18% ao ano, uma queda de 60%. Entretanto, as taxas cobradas para consumidores e empresas foram reduzidas somente em 43,48%, “demonstrando que nem toda redução chegou efetivamente ao consumidor”, lamenta o vice-presidente da Associação dos Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.

Efeito colateral
Miguel Ribeiro de Oliveira destaca, porém, que, à medida em que o BC reduz a Selic, diminui a rentabilidade dos bancos com aplicações em títulos públicos (66,6% do total dos seus ativos) empurrando-os para operações de crédito, a fim de aumentar a sua rentabilidade. Este movimento pressiona para baixo as taxas de juros para o tomador final.
Outro efeito da queda – ainda que insuficiente – da taxa básica de juros é psicológico, já que o consumidor, ao acreditar que a economia tende a melhorar, que terá um menor risco de perder seu emprego, volta às compras, melhorando o volume de vendas e a atividade econômica.

Recorde
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão Antonio Carlos Jobim completa 29 anos nesta sexta, dia do padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro. O ano passado terminou com recorde no número de passageiros, 8,658 milhões de pessoas, 1 milhão a mais que o recorde anterior, alcançado em 1989. Contribuiu para atingir essa marca a volta ao Galeão de vôos que haviam sido transferidos para o Santos Dumont. Em 2003, o aeroporto do Rio registrou o pior desempenho em duas décadas, com um movimento de 4,9 milhões de passageiros/ano. O Terminal de Cargas movimentou 22.652 toneladas em 2005, correspondentes a mais de R$ 34,9 milhões em receita, consolidando a quarta posição entre os terminais da Infraero.

Maravilhosa
Este mês, o Galeão organizou a exposição Rio de Todos os Tempos, coletiva de artistas que, através de várias técnicas e estilos diferentes, retratam a Cidade Maravilhosa.

Literatura nacional
Em contraste com sua congênere das livrarias, que, com as exceções conhecidas, patina em tiragens reduzidas, a leitura de banca de jornal continua de vento em popa, mantendo um público fiel há 27 anos. Baseado na fórmula do tripé paixões inesperadas, obstáculos e um final feliz para o casal protagonista, a série Romances, da Editora Nova Cultural, vende 2 milhões de exemplares por ano. Os títulos mais conhecidos da série são Julia, Sabrina e Bianca, carros-chefe de sete coleções, cujas vendas somam cerca de 350 mil por mês.

Final feliz
Pioneira desse gênero no país, Sabrina responde por pouco menos de um terço das vendas, com 100 mil exemplares por mês. Segundo a Nova Cultural, 40% do seu faturamento vem da Série Romances, que tem 99% do seu público entre as mulheres. Além dos finais felizes e do formato do livro de bolso, a editora atribui o sucesso da série aos preços, que variam de R$ 4,90 a R$ 12, e à presença em cerca de 25 mil pontos de vendas pelo país.
O perfil das leitoras desse tipo de leitura varia de universitárias sonhadoras a profissionais liberais, passando por mulheres de menor instrução, mas não menos necessitadas de “certa fuga da realidade”, na definição da editora da gerente de produtos da série, Daniella Tucci: “Se a mulher tem uma vida corrida e estressante, quando abre um romance, consegue se desligar do mundo real e fantasiar com as personagens. O final feliz está garantido nas histórias”, acena.

Sua Excelência, o livro
Embora o número de visitantes chegue a 25 mil por dia, a biblioteca da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ainda é uma página em branco para muitos cariocas, o que é um desperdício cultural. Com 40 mil livros no acervo – incluindo raridades, como Os Lusíadas, de Luís de Camões, e decretos da Velha República – a Biblioteca Dona Maria Portugal Duque Costa retrata a evolução histórica da cidade que, até 1960, era a capital do país. Ela funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h (para os funcionários) e das 11h às 17h30m (para o público externo).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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