Parceria MInfra/Bird para ferrovia ligando Mato Grosso a Bahia

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Estrada ferroviaria SP. Foto: divulgação
Estrada ferroviaria SP. Foto: divulgação

O Ministério da Infraestrutura firmou parceria com o Banco Mundial (Bird) que visa estruturar o projeto do corredor ferroviário Leste-Oeste, ligando Lucas do Rio Verde/MT a Ilhéus/BA, para futura concessão à iniciativa privada. Acordo foi comunicado nesta segunda-feira .

Pelo documento, os estudos de viabilidade serão feitos pelo Banco Mundial e vão abranger a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) e os trechos 2 e 3 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), totalizando 1,9 mil quilômetros.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Paloma Anós Casero, destacaram a importância da parceria para o país. “Esse projeto representa uma transformação. A ideia é termos um grande corredor ferroviário Leste-Oeste, integrada ao sistema Norte-Sul”, disse o ministro. “Esse futuro corredor tem muito potencial tanto do ponto de vista econômico como climático”, afirmou a diretora do Bird.

O trecho 1 da Fiol, entre Caetité/BA e Ilhéus/BA, vai a leilão nesta quinta-feira (8). Já o trecho 2 da ferrovia, entre Caetité/BA e Barreiras/BA, está em obras pela Valec, com previsão de conclusão em 2022. O trecho 3 da Fiol, que vai ligar Barreiras/BA a Figueirópolis/TO ou Mara Rosa/GO, ainda precisa de financiamento para sair do papel.

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Já a Fico, entre Mara Rosa/GO e Água Boa/MT, será construída pela Vale como contrapartida da renovação antecipada da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM). O projeto do trecho 2 da Fico está sendo elaborado, prevendo ligação entre Água Boa/MT e Lucas do Rio Verde/MT.

Os termos de referência para os estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira, ambiental e jurídica (EVTEA) estão sendo tratados entre a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao MInfra, e a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Banco Mundial. O projeto será orientado por diretrizes socioambientais de forma a garantir não apenas uma boa modelagem para a futura concessão, mas também para atrair investidores que priorizem empreendimentos sustentáveis.

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