Parlamentaristas

Primeiro foi o presidente Lula, que garante que nada sabia do que era tramado na ante-sala dele no Planalto; agora, foi José Genoino, que garantiu que, quando presidente do PT, não tinha conhecimento dos atos do companheiro tesoureiro Delúbio Soares. Os petistas, está comprovado, são contra o presidencialismo.

Guerra de números
As estatísticas do Ministério da Saúde sobre redução do número de pessoas mortas com armas de fogo, utilizadas pelos defensores da campanha do desarmamento, vão de encontro aos dados das secretarias de Segurança Pública do país, que apontam que vêm crescendo o número de homicídios. “Não entendemos como o Ministério da Saúde sai com números tão diferentes”, comentou o deputado Alberto Fraga, presidente da frente contra a proibição do comércio de armas de fogo.
Com exceção de São Paulo, que registrou no primeiro semestre queda de 15% no número de mortes violentas – tendência que vem desde 1999 – os principais estados do país apresentaram números que mostram aumento dos casos de homicídio. Em Pernambuco, foram mais 150 mortes (alta de 8,3%) por arma de fogo no primeiro semestre, comparado aos primeiros seis meses de 2004. A falta de pistolas não impediu que houvesse mais mortes: o número de assassinatos com outras armas cresceu 55,9%.
Em Minas Gerais, a taxa média de Criminalidade Violenta cresceu 4,89% quando se compara o primeiro trimestre de 2005 com o mesmo trimestre do ano anterior. Com relação aos homicídios, a taxa média passou de 1,57 ocorrências por 100 mil habitantes, no primeiro trimestre de 2004, para 1,93 ocorrências no mesmo período de 2005, alta de 23,11%.
Rio, também na comparação entre os primeiros semestres de 2005 e 2004, os crimes contra pessoa com morte aumentaram 10,7%; homicídios dolosos, 7,7%; a taxa por 100 mil habitantes em julho é 12,1% maior. O percentual de homicídios por arma de fogo passou de 79,6% para 80,7% do total de homicídios dolosos, o que parece indicar que a redução no número de armas legais, ou mesmo armas clandestinas nas mão de pessoas que não são bandidos, teve efeito contrário ao esperado.
Em Cuiabá, houve um crescimento de 12% no número de mortos por armas de fogo de janeiro a maio deste ano. Até em Sergipe, que ocupa o primeiro lugar nacional em entrega voluntária de armas, o índice de mortos por armas de fogo cresceu 20% nos primeiros cinco meses do ano.

Estatística capital
Talvez um dado da Secretaria de Segurança paulista ajude a explicar a redução no número de mortos com arma de fogo: o total de pessoas mortas em confronto com a Polícia Militar caiu 54% no segundo trimestre na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
E um fato intriga a cúpula de segurança paulista: após o estatuto do desarmamento, apesar da queda nas estatísticas de internações por agressão intencional por arma de fogo do SUS terem diminuído significativamente na Capital, o mesmo não ocorreu no interior nem na Grande SP.

Só historiadores
Quem recorrer à Secretaria Nacional de Segurança Pública para ter números sobre crimes no país vai se decepcionar: as estatísticas estão estacionadas em 2002.

Destaque
A indústria metal-mecânica fluminense ganhou um fórum na Firjan para a discussão dos temas que levem o  segmento a retomar posição de destaque no mercado nacional, recuperando  a competitividade do setor. O motor será a indústria naval, capitaneada pelas encomendas da Petrobras. “Quando o Rio de Janeiro era a capital do país ocupava o  primeiro lugar do segmento metal-mecânico. Hoje, a situação é  diferente”, afirmou o vice-presidente do Sistema Firjan Raul Sanson.

Cadeira
O presidente do sindicato da construção no Rio (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffmann, foi designado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção para ser membro titular do Conselho Curador do FGTS, na cadeira que pertence à Confederação Nacional da Indústria, para o biênio 2005-2007.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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