Parreira do Planalto

O êxtase nacional provocado pela primeira exibição na Copa em que o futebol brasileiro foi autorizado a comparecer aos campos da Alemanha deveria inspirar ao presidente Lula – eternamente vocacionado para ser o ministro dos Esportes do seu próprio governo – alguma metáfora que sinalizasse o desejo de romper a retranca que impôs ao país. Mais do que a goleada por 4 x 1 sobre o Japão, o liberar das características do nosso futebol reafirma que, assim como no gramado, o Brasil não tem razões para temer exibir e explorar plenamente seu potencial. Ou em vocabulário mais aparentado ao lulês: o país não tem por que ter medo de ser feliz na busca do hexa, bem como na retomada do crescimento para muito além dos medíocres 2% ao ano em que se arrasta desde FH, uma espécie de Zagallo do Parreira atual do Planalto.

Assimetrias
Quando ministro da Indústria do governo FH, o hoje deputado Francisco Dornelles costumava definir a Organização Mundial do Comércio (OMC) como “um bando de desocupados que passava o tempo pensando em como prejudicar o Brasil”. Os números dos julgamentos da OMC ano passado dão razão ao juízo que Dornelles faz sobre a organização. Em 2005, os Estados Unidos aplicaram 18 medidas antidumping; a Comunidade Européia, 21; e a China, recém-ingressa na OMC, já soma 16 processos. Já o Brasil contabilizou apenas três. Para Josefina Guedes e Sílvia Pinheiro, da Guedes & Pinheiro Consultoria Internacional, o governo brasileiro não tem se empenhado em defender sua indústria dos dumpings dos estrangeiros: “Não conseguimos competir com os chineses. O próprio Ministério do Desenvolvimento tem estatísticas de preços que comprovam isso”, diz Josefina.  

Academia
O professor Paulo Alonso toma posse, no próximo dia 28, na Academia Carioca de Letras, na qual passará a ocupar a Cadeira 16 que pertenceu ao teatrólogo e jornalista França Júnior. Alonso, que tem cinco publicados, será saudado pelo acadêmico Antonio Olinto.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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