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          Dando como certa a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, o PMDB de Sarney já se agita para manter o quinhão que garantiu no Governo Lula. Edison Lobão planeja voltar ao Ministério das Minas e Energia, de onde saiu para tentar reeleição ao Senado pelo Maranhão. Certo de que será eleito, deixará na vaga seu suplente, seu filho Edinho Lobão.

Estelionato eleitoral
À medida em que cresce a distância entre Dilma e Serra nas pesquisas eleitorais, avançam os movimentos dos interessados em apropriar-se da eventual vitória da petista para manter exatamente os mesmos interesses que o eleitorado mostra repudiar ao recusar-se a apoiar a volta do tucanato ao poder.
Em parte, esses movimentos oportunistas são alimentados pelos antecedentes camaleônicos do PT, que, antes mesmo de pôr os pés no Palácio do Planalto, apressou-se a adotar como políticas seminais suas as mesmas práticas que sempre repudiara no tempo da oposição.
Pode ser que, para quem muda para ganhar, em vez de ganhar para mudar, seja natural reduzir a bravatas propostas que implicavam votos e reconhecimento no passado. No entanto, a transmutação de políticos para posições antagônicas é uma das principais causas do descrédito da política, altamente danoso à democracia.
É nesse sentido que se inscreve a dobradinha entre imprensa conservadora e elementos da equipe econômica, para produzir vazamentos sobre um suposto arrocho fiscal e monetário a ser adotado logo na largada de um eventual governo Dilma.
Revelador da impopularidade das políticas pró-rentistas é que, tanto a petista, quanto Serra, pelo menos como candidatos, repudiam qualquer proposta nessa direção, enfatizando seus compromissos com o desenvolvimento. Por isso, práticas antagônicas de governo em relação a discursos de campanhas se inscrevem no mais alto grau de estelionato eleitoral, devendo ser punidas com a perda de mandato, no mínimo, para restaurar a credibilidade na política, essencial para o futuro de qualquer país.

Sob nova direção
É dado como certo nos corredores da Eletrobrás que a estatal indicará dois diretores para a Celg, companhia elétrica de Goiás. Paulo Petis e Jack Steiner são os nomes mais cotados.

Bem distante
Lindberg Farias, candidato ao Senado pelo PT do Rio, colocou em seu site que pretender ser a voz do eleitor e pede: “Fala Região dos Lagos”, “Fala Central”, Fala Niterói” e “Fala Rio”. Parece não querer ouvir o que têm a dizer os moradores da Baixada Fluminense, maior reduto eleitoral após a capital, e onde fica Nova Iguaçu, cujo prefeito era… ele mesmo, o Lindinho.

Sem acidentes
Segurança e saúde no trabalho estão em alta: o Guia do EPI, voltado para o setor, dobrou a tiragem em relação ao ano passado. O faturamento com publicidade cresceu 30%. A expectativa é que, na terceira edição, o faturamento aumente 25%. A distribuição é gratuita através de cadastro no portal www.guiadoepi.com.br

Os sem-choque
Alô, prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB)! Leitor da coluna percorreu, quarta-feira passada, de ônibus toda a orla marítima de Ipanema e Leblon e constatou – e fotografou -que todos hotéis  estacionavam carros em cima da calçada. Segundo o parágrafo oitavo do artigo 181 do Código Nacional de Trânsito, “estacionar veículo no passeio” é considerado “infração grave”, punida com multa de R$ 127,69 e com perda de cinco pontos na carteira. Curioso com a ausência de repressão, procurou pelo reboque da Prefeitura. Avistou-o estacionado… em cima da calçada.

Turismo
O portal Consultoria em Turismo (www.bayardboiteux.pro.br), do professor Bayard Boiteux, completa dez anos. Conta com aproximadamente 3 mil acessos diários, sendo 70%. nacionais e 30% do exterior. Dos nacionais, São Paulo representa 30%.

Origens
É significativa a reação da mídia tupiniquim às revelações feitas pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, sobre a gênese da imprensa local. Seria didático se algum dirigente brasileiro adotasse a mesma atitude, para expor as vísceras do nascer e do fazer jornalísticos aqui.
     
     

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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