O termo “Páscoa” foi pesquisado 165 mil vezes em janeiro de 2024, um aumento de 50% em comparação com o mesmo período de 2023 e 82,3% em comparação com 2022. Já em março e abril de 2023, meses que a celebração está em alta, o mesmo termo foi pesquisado 4.48 milhões de vezes, um crescimento de 5.66% em comparação com o mesmo período de 2022. Foi o que apomntou levantamento da Semrush sobre as buscas feitas pelos brasileiros na internet sobre a data.
Entre os produtos mais pesquisados, “ovo de Páscoa de colher” liderou o ranking, com 12.1 mil buscas, seguido de ovo de Páscoa infantil (5,4 mil), trufado (3,6 mil) e caseiro (3,6 mil).
Já em março e abril de 2023, o mesmo termo foi pesquisado 4,48 milhões de vezes, um crescimento de 5,66% em comparação com o mesmo período de 2022. Entre os produtos mais pesquisados, “ovo de Páscoa infantil” liderou o ranking, com 447 mil buscas durante os dois meses do último ano, seguido de “ovo de Páscoa de colher” (275 mil) e “ovo de Páscoa trufado” (101 mil).
Além disso, o estudo levantou as marcas que mais atraem os brasileiros quando o assunto é ovo de Páscoa. Neste quesito, a Cacau Show saiu na frente e contou com mais de 1,64 milhões de buscas na internet em março e abril de 2023, o que também a fez atingir o pico mensal de visitas do seu varejo eletrônico em 2023. Apenas em março, foram mais de 5,9 milhões de acessos, sendo que a média mensal do ano foi de 2,6 milhões. Em abril, a marca registrou 5,1 milhões de visitantes, somando mais de 11 milhões de acessos nesses dois meses.
Com a inflação dos últimos anos, o consumidor sentiu o impacto no bolso e responde bem a opções que cabem no bolso com preços que respeitam um limite psicológico, tais como: R$ 9,90; R$ 19,90, entre outros.
De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a projeção de consumo para a data deve crescer de 13% a 15% em volume este ano, na comparação com 2023.
As importações de cacau no Brasil alcançaram a marca de US$ 110 milhões em 2023, registrando um aumento expressivo de 300% em comparação a 2022, quando o valor foi de US$ 28 milhões. Já em relação ao volume importado do produto, o total foi de 43,3 mil toneladas no ano passado, aumento significativo frente a 2022, que fechou com 11,4 mil toneladas. Os números fazem parte de um levantamento conduzido pela Vixtra, fintech de financiamento para importação, a partir de dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e pela Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês).
O Brasil ocupa o sexto lugar na produção de cacau mundial, de acordo com a ICCO. Apesar disso, alguns fatores pontuais contribuem para a necessidade das importações de cacau, como explica Leonardo Baltieri, co-CEO da Vixtra:
“Há um contraste enorme nas importações de 2023 e 2022, ano que teve o menor volume nas importações de cacau na última década. Em 2023, a disseminação de pragas, como a vassoura-de-bruxa, exerceu um grande impacto nas plantações de cacau em diversas regiões do país, reduzindo a produtividade e a qualidade do produto. Como resultado, veio a necessidade de aumentar as importações para suprir a demanda interna e manter a indústria chocolateira nacional funcionando”.
O estudo revela que quase 100% do cacau que chega ao Brasil é proveniente da Costa do Marfim (com 80,84% das exportações) e de Gana (com 19,12%), conforme dados da Secex.
O levantamento também apontou que analisando o preço do cacau importado nos últimos anos, é possível perceber um crescimento constante no preço por tonelada a partir de novembro de 2022. Além disso, ao comparar os meses de janeiro de 2023 e 2024, neste ano, houve um aumento de 75% no valor desta commodity agrícola, segundo a ICCO.
“Apesar desses desafios, as importações de cacau garantem um suprimento estável para a indústria chocolateira no Brasil, permitindo atender à crescente demanda dos consumidores, especialmente durante a Páscoa, com a comercialização dos tradicionais ovos de chocolate. Este ano, espera-se que as empresas do setor ajustem suas estratégias de precificação e promoção para a festividade, visando garantir a acessibilidade dos produtos em consonância com margens de lucro saudáveis.” conclui Baltieri.
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