Passivo tucano

A combinação de câmbio sobrevalorizado, abertura comercial unilateral, juros elevados e ausência de uma política exportadora agressiva teve efeito desastroso sobre a balança comercial do país. Em 1995, contra um crescimento do mercado internacional de 8%, as exportações brasileiras aumentaram 6,5%, enquanto as importações subiram 51%. Quatro anos depois, em 1999, as vendas nacional somaram US$ 48 bilhões, incremento de apenas 10% sobre os US$ 43,5 bilhões exportados em 1994.
Essa assimetria nas relações de troca provocaram déficit comercial de US$ 23,6 bilhões, entre 1995 e 1999, contra superávit de US$ 10 bilhões, ao fim de 1994. O “Efeito Gustavo Franco” sobre a balança comercial foi geométrico. Em 1995, o país já amargava déficit de US$ 3,4 bilhões, passando para US$ 5,5 bilhões, em 1996, US$ 6,7 bilhões, em 1997, US$ 6,5 bilhões, em 1998, e, finalmente, com o fim do populismo cambial, recuando para US$ 1,2 bilhão, ano passado.

Brasil e África
A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) promoverá, nesta segunda-feira, o 1º Unctad Africa Latin América Forum. Promovido pela Conferência para Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas, o seminário tem por objetivo incentivar o comércio entre companhias brasileiras e africanas. Uma missão empresarial e institucional, composta por representantes de 55 empresas de 19 países daquele continente, participará do fórum. O evento marca a inclusão do Brasil entre os países beneficiados pelo programa da Unctad, que oferece suporte para que empresas busquem parcerias e concretizem negócios pelo mundo.

Albacora
O escritório de advocacia brasileiro Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados assessorou no Brasil a Nissho Iwai, que acabou de assinar, em Nova Iorque, um contrato com a Petrobras que permitirá triplicar a produção do Campo de Albacora, passando a representar 12% de toda a produção nacional. O custo do projeto é estimado em US$ 470 milhões e as negociações que culminaram com a concretização do contrato duraram três anos. A Nissho Iwai foi assessorada nos Estados Unidos pelo escritório norte-americano Sherman & Sterling.

Hospital
Mais de 10 mil visitantes foram à Hospital Business 2000, realizada na semana passada no Riocentro. Trata-se de uma frequência 20% superior à exposição de 1999. Participaram das palestras 1,2 mil pessoas. Dedicada ao setor de saúde, foram mostrados produtos e serviços, que incluem planos de saúde, planos farmacêuticos, lavanderia especializada, reabilitação, equipamentos hospitalares e atendimento a domicílio (home care). Esse mercado movimenta US$ 40 milhões por ano no Rio, segundo os organizadores.

Sinergia
Em busca de maior visibilidade na rede, um grupo de movimentos sociais e ONGs está organizando o portal da cidadania. Tendo como provedor a Alternex, o portal deve entrar no ar no início do ano que vem reunido páginas de entidades como CUT, MST, OAB a Anistia Internacional.

Negócios culturais
A cidade de Nova York vai bancar 10% dos US$ 678 milhões necessários para construção do novo Museu Guggenheim na cidade. Projetado por Frank O. Gehry, o museu ficará nas áreas dos Piers 9, 11, 13 e 14, East River, região Sul de Manhattan. O Museu Guggenheim tem presença na cidade desde 1937 e recebeu, no ano passado, mais de 1 milhão de visitantes, nas suas duas unidades novaiorquinas. São cinco museus no mundo - os outros são em Veneza, Bilbao e Berlin – que receberam 3 milhões de pessoas. O novo centro de NY espera atrair de 2 a 3 milhões de visitantes anualmente, criar 2,5 mil empregos permanentes, gerar US$ 280 milhões em atividade econômica e US$ 14 milhões anualmente em impostos para a cidade e o estado. Uma unidade também será construída no Brasil, possivelmente no Rio de Janeiro.

Pato manco
A agenda do presidente Clinton está ficando cada vez mais parecida com a do presidente FH. Esta semana, Clinton debateu estratégias para estimular os jovens norte-americanos a praticarem exercícios físicos, participou da I Conferência da Casa Branca sobre Cultura e Diplomacia e recebeu integrantes da delegação de atletas paraolímpicos. A diferença básica é que Clinton está a pouco menos de um mês do fim do mandato, enquanto FH, pelo menos formalmente, ainda tem mais de dois anos de governo pela frente.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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