País doente

A insatisfação com os serviços de saúde é a principal queixa dos idosos brasileiros em relação aos serviços oferecidos a eles no país. A constatação é de pesquisa, realizada em janeiro e fevereiro, pela Boriola Consultoria. Dos 730 idosos e 270 pensionistas de várias cidades brasileiras ouvidos pela empresa, 822, 82% do total, disseram estar descontentes com a saúde pública, particularmente com a demora no atendimento e a falta de remédios.

E o salário ó!
A segunda maior queixa (79,4%) dos dois grupos é quanto ao valor do salário mínimo, de R$ 350, considerados insuficiente, o que obriga os idosos a fazerem “bicos” para garantir o próprio sustento ou da família: “É triste sabermos que muitos brasileiros não conseguem viver com o que ganham. É vergonhoso receberem um salário de R$ 350. Para essas pessoas, muitas vezes buscar empréstimos em financeiras ou bancos tem sido a solução. O grande problema é que acabam entrando em dívidas. As altas taxas de juros embutidas nas parcelas acabam prejudicando os cidadãos”, critica o consultor financeiro e presidente da empresa, Cláudio Boriola, acrescentando que 81,7% dos entrevistados estão endividados.

República dos velhinhos
O Brasil tinha 14,5 milhões de idosos – com 60 anos ou mais – equivalentes a 8,6% da população total do país, segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%. Em 1991, o índice correspondia a 7,3% da população.

Outro Brasil
O Instituto de Economia da UFRJ vai homenagear, nesta sexta, José Ricardo Tauile realizando o seminário “Economia, trabalho e o sonho de um outro Brasil”. Tauile trabalhava com o secretário Nacional da Economia Solidária, Paul Singer, quando faleceu, em 10 de dezembro. O seminário será realizado às 11h no Salão Pedro Calmom, no campus da Praia Vermelha. Informações: www.ie.ufrj.br

Um salário e meio
Por menos de R$ 520 por mês não dá para andar de carro em São Paulo, calcula a agência AutoInforme. Isso é o que se gasta para rodar com um modelo 1.0 básico, seminovo, como por exemplo um Uno Mille. Na despesa não estão incluídos gastos com a prestação do veículo, mas apenas os custos para andar com o carro e fazer manutenção, como seguro, IPVA, pneus etc. O levantamento mostra que o gasto mensal com uma picape é de R$ 790 e com um carro médio chega a R$ 820.

Paralisia
“Este projeto não é prejudicial à construção civil, ele traz danos para toda a cidade. É um desserviço e traz graves consequências econômicas e sociais”. Dessa forma o presidente do Sindicato da Construção do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffmann, classifica projeto de lei complementar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que suspende a concessão de licença para as construções multifamiliares com mais de dez unidades, bem como licenciadas que não tenham atingido a primeira laje e sejam inseridas em área que não tenha Projeto de Estruturação Urbana aprovado, até a entrada em vigor do novo Plano Diretor da Cidade, ainda em discussão. Também ficam sustados, até a entrada em vigor do novo Plano Diretor, todos os protocolos de solicitação de licença para novas construções, efetivados junto à Secretaria de Urbanismo.

Servidores
Com o placar de 32 votos a um – do líder do governo, Paulo Cerri (DEM) -, a Câmara Municipal do Rio derrubou veto do prefeito César Maia (DEM) ao substitutivo da lei que torna a Guarda Municipal órgão da administração direta. Com isso, os guardas municipais estão mais perto de se tornarem servidores estatutários. O substitutivo fora apresentado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB). A guerra pode continuar na Justiça, como parece ser o desejo do prefeito.

Reserva de mercado
Na nota “Carbono”, publicada, ontem, aqui, a propósito de seminário em São Paulo sobre créditos de carbono, a coluna definiu essa prática como “uma espécie de mercado futuro que garante direito aos países ricos de transferirem a poluição para a periferia”. Na verdade, ao se comprometerem a poluir menos seu meio ambiente, a periferia garante é que nações desenvolvidas tenham o direito de continuarem crescendo e poluindo seus próprios territórios, porém, com a consciência, digamos, mais limpa.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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