Pausa para o fair play

Por Marcos Espínola.

Há um ano e quatro meses que estamos lidando com esse vírus tão letal que, só no Brasil, já ceifou a vida de mais de 550 mil pessoas. As notícias sobre mortes, dramas de famílias inteiras, falta de oxigênio, vacina, entre outras coisas, nos consomem diariamente. Na outra direção, os jogos olímpicos e as histórias de superação sempre trazem boas energias, nos dando a possibilidade de respirar novos ares e, acima de tudo, nos deparamos com bons exemplos de fair play, que significa jogo justo, o que muitas vezes falta em nosso país.

Sem dúvida a cobertura da imprensa sobre a pandemia é essencial para informar a população, já que há uma notória carência de campanhas informativas por parte dos governos. Por mais questionável que seja aos olhos dos mais críticos, o acompanhamento da média móvel tanto de novos casos quanto de óbitos se faz necessária para que a sociedade tenha a mínima noção do que está ocorrendo. Mesmo assim, festas clandestinas continuam e aglomerações são flagradas diariamente, colaborando com a transmissão do vírus.

Como tudo hoje em dia é politizado no Brasil, há aqueles que dizem que a mídia supervaloriza os fatos negativos, da mesma forma que, irresponsavelmente afirmam que os números são superdimensionados pelos governos locais. Em verdade, além do drama da pandemia, ninguém aguenta mais tanto discurso tóxico, seja de um lado ou de outro.

Precisamos de ar puro, energia positiva, e é justamente isso que a olimpíada nos traz. A magia da “Fadinha”, a menina Rayssa, de apenas 13 anos, encantou a todos e levou muitos as lágrimas. Fez história, tornando-se a brasileira mais jovem a conquistar uma medalha olímpica. O choro emocionado de Ítalo Ferreira também simbolizou a superação do povo brasileiro. Nordestino, da pequena cidade de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, com pouco mais de 9 mil habitantes, o surfista também entra para a história como o primeiro da categoria a ocupar o primeiro lugar no pódio olímpico.

Esses são apenas dois exemplos de muitos que ainda se apresentarão. Como sempre acontece, a cada dia de competição somos brindados com grandes histórias, conquistas emocionadas e, acima de tudo, mensagens positivas, dentre elas, a principal que é o fair play que não só precisamos, mas almejamos.

Fica o desejo de que, ao passar tudo isso, possamos ser gratos por estarmos vivos, conscientes para nos tornamos seres humanos melhores e com olhar mais justo perante nossos semelhantes.

 

Marcos Espínola é advogado criminalista e especialista em segurança pública.

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