Paz dos cemitérios

Dois indicadores que tentam prever o resultado oficial do PIB (que é calculado pelo IBGE) divulgados nesta quinta-feira trouxeram resultados desanimadores. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,51% em maio, após crescimento de 0,07% em abril (dado revisado). No ano, a economia teria caído 5,79%, e em 12 meses, 5,43%. O número de maio veio bem pior do que sonhavam economistas de bancos empolgados com o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Por sua vez, o Monitor do PIB-FGV de julho, com informações também de maio, mostra recuo de 0,41% comparado a abril, registrando assim a pior queda mensal desde setembro de 2015. Em contrapartida, na comparação do trimestre findo em maio com o imediatamente anterior, a retração foi de 0,46%, menos negativa pela quinta vez consecutiva. “Estes resultados podem estar apontando para uma possível melhora, ainda lenta, da atividade econômica”, afirma Claudio Considera, pesquisador associado do FGV/Ibre.

Na comparação com o mesmo período em 2015, porém, a taxa mensal de maio do PIB apresentou queda de 4%, mantendo-se estagnada há dois meses nesse patamar. A taxa acumulada em 12 meses apresentou uma pequena melhora, chegando a -4,7% após 27 meses de pioras consecutivas.

Se o copo está meio cheio ou meio vazio, depende do ponto de vista – ou do alinhamento político – de quem analisa. Certo é que não será com injeções de ânimo midiático que o Brasil vai sair do atoleiro.

Sinal

Uma fonte de corretora de valores comenta que está aumentando – e muito – o número de estrangeiros vindo aplicar na bolsa de valores brasileira.

Enaex

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) realiza dia 26, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro, o lançamento da 35ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016). O encontro receberá como um dos convidados Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da CNC. Ele e o presidente da AEB, José Augusto de Castro, vão debater o tema “Cenários político-econômicos e perspectivas para as exportações brasileiras”. As inscrições para participar do evento são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail [email protected]

Participação

Como usar ferramentas tecnológicas para articular novos cenários políticos no Brasil? Este é o tema do seminário internacional que vai reunir, no Rio de Janeiro, cientistas políticos, empreendedores sociais e ativistas de diversos países da América Latina, entre 22 e 24 de julho. O debate será sobre estratégias destinadas a ampliar a participação das comunidades nas decisões políticas e na gestão das cidades do continente. Além da apresentação de experiências locais, acontecerão atividades práticas (oficinas), envolvendo a demonstração de ferramentas tecnológicas de baixo custo e de elevado impacto.

O evento é uma realização da Asuntos Del Sur, think tank baseada na Argentina e criadora do projeto Mucho con Poco. Seu principal objetivo é capacitar jovens e líderes comunitários da América Latina para assumirem um papel protagonista na cena política e social da região. Inscrições, gratuitas, em http://tinyurl.com/gmsbak8

Especulação no câmbio

O economista Pedro Rossi, professor da Unicamp e membro do grupo Reindustrialização, lança o livro Taxa de Câmbio e Política Cambial no Brasil, pela FGV Editora. Yoshiaki Nakano, professor e diretor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas, comenta que a publicação mostra como a taxa de câmbio no Brasil decorre de uma complexa interação entre o mercado de derivativos e o mercado à vista e como a especulação cambial tem um papel fundamental nessa formação.

No anexo com notas sobre os instrumentos de política cambial, Pedro Rossi fala sobre as intervenções do Banco Central e traz um box sobre a política cambial, tentando desfazer alguns mitos e fatos estilizados como o de que os juros não são uma causa importante da apreciação do real, uma vez que o fluxo financeiro para renda fixa no balanço de pagamentos é pequeno.

Essa análise – explica Rossi – apesar de muito comum é errada por desconsiderar por completo o papel do mercado futuro na formação da taxa de câmbio. Os ganhos especulativos com diferencial de juros no mercado futuro não são captados pelos fluxos de portfólio do balanço de pagamentos”.

Rápidas

Nesta sexta-feira, às 12h, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, participa da reunião da Política Olho no Olho, na sede do Secovi-SP (Rua Dr. Bacelar, 1043, Vila Mariana, São Paulo – SP). Em pauta, o programa Minha Casa Minha Vida *** O Mackenzie Soluções e a revista Destaque Empresarial realizam encontro com um dos maiores especialistas em Negociação, Donald Mac Nicol, no auditório da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, no próximo dia 19, às 8h30 *** Neste domingo, acontece a segunda edição do mês da Feira do Caxias Shopping (RJ), com alimentos orgânicos, artesanato, doces, azeites e flores.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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