Pelo telefone

Pesquisa feita pela revista AmericaEconomia com 500 executivos da América Latina mostrou que 35% pretendem cancelar todas as viagens de negócios, por causa dos atentados nos EUA. No Brasil, o percentual dos – digamos – prudentes sobe para 52%; na Venezuela são 48%. Menos preocupados estão mexicanos (só 28% pensam em suspender viagens) e chilenos (24%). Para 44% dos latinos, nada muda em relação a viajar a negócios. Mesmo assim, 26% aconselham a quem precisar usar o avião a evitar as companhias norte-americanas.

Furor seletivo
Para defender o injustificável – a manutenção do congelamento da tabela do Imposto de Renda – o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, recorreu ao revelador: declarou-se contrário à volta da cobrança de imposto sobre os juros de capital. A alegação de Maciel, de que isso afetaria a poupança das empresas seria ao menos coerente, se não fosse pequeno, porém fundamental, detalhe: Maciel é um dos mais ferrenhos defensores da taxação dos fundos de pensão. Principais formadores de poupança e financiadores do desenvolvimento em todo o mundo, os fundos aqui são tratados, digamos, com menos carinho que os acionistas de grandes grupos, principalmente os com sotaque anglo-saxão.

FH e o espelho
Em marcha batida para passar de desastre político para objeto de estudo de caso patológico social, o presidente FH, para ser mais bem-entendido, precisa ser lido de trás para frente, ou, em linguagem psicanalítica, do eu interior para o eu exterior. Sua definição de que professores são pesquisadores frustrados fornece, ainda que com quase 20 anos de atraso, uma explicação ao país de por que, em seus tenros 42 anos de idade, recusou o direito que lhe era garantido de voltar às salas de aula, optando pela aposentadoria especial, retroativa aos 37 anos. Quanto à acusação/confissão de que “quem sabe muito, tem medo de criar” recorre à megalomania apenas para encobrir o que é submissão, ou para usar epíteto que lhe era atribuído já nos anos 60, fracassomania.

No divã
O descolamento entre “jornalões” e leitores resultou numa das mais esquizofrênicas coberturas jornalística. Fiel ao viés “chapa branca”, esse tipo de mídia reproduz o argumento canhestro de que a meta do racionamento de energia será reduzida para 7% e 12%, respectivamente, para cidades turísticas e não turísticas. No entanto, como o MM já alertara e os consumidores já perceberam, a manutenção da base de comparação com meses de inverno, na prática, aumentará o racionamento. Exposta ao choque de realidade por imposição de seus próprios leitores, esse tipo de imprensa está produzindo coisas mirabolante como a tentativa de conciliar as delícias de poder aumentar o consumo, supostamente “flexibilizado”, e a impossibilidade de cumprir a nova, e irreal, meta.

Alerj
A Defensoria Pública vai ser homenageada hoje, às 14h30, no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por iniciativa do deputado Edmilson Valentin (PCdoB). O defensor público geral Marcelo de Menezes Bustamante, chefe da instituição, receberá a Medalha Tiradentes.

Artigo anteriorGlobal
Próximo artigoUma década perdida
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Batendo palma para maluco dançar

CPI precisa ser ágil para não deixar governistas propagarem mentiras impunemente.

Cristiano Ronaldo, Coca-Cola e Nelson Rodrigues

Atitude do craque português realmente derrubou ações da companhia de bebidas?

Empresa pode dar justa causa a quem não se vacinar?

Advogado afirma que companhias são responsáveis pela saúde no ambiente de trabalho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Salles pede para sair

Alvo de investigações, ministro do Meio Ambiente teve exoneração publicada em edição extra do D.O.U.

Resultado do Dia dos Namorados confirma recuperação dos shoppings

Levantamento revela alta de 134,4% nas vendas da data comemorativa.

Imóveis de um quarto são os mais rentáveis para investidor

Bairros com maior rentabilidade para investidores não estão localizados no centro das cidades.

Quase 40% da população tem alguma dificuldade de acesso à água

Segundo o IBGE, em 2019, num total de 2,6% da população, algumas famílias vivem em domicílios sem banheiro.