Pente fino

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos do Rio de Janeiro (Asep) promete fiscalizar mais de perto metrô e trens urbanos. Dentro de 30 dias, técnicos da agência irão conferir nas estações se as determinações da Asep estão sendo cumpridas nos quesitos segurança e atendimento ao usuário. Para isso, a Asep já assinou convênio de cooperação técnica com a Secretaria estadual de Planejamento, porque a responsabilidade pela fiscalização dentro das estações do metrô era da Companhia Metropolitano e nos trens urbanos, da Flumitrens. Nestes dias de calor senegalesco, uma conferida no (quase inexistente) ar condicionado do metrô ia bem.

Fiscal eletrônico
O Detran e a Secretaria de Segurança estudam a implantação de um sistema eletrônico que faz sucesso nos Estados Unidos e permite identificar a clonagem de carros. O sistema, que já recebeu sinal verde do governador Anthony Garotinho, é simples: ao ser emplacado, o veículo recebe um chip adesivo no vidro lateral traseiro do carro. O chip contém todas as informações do automóvel, como número do Renavam, pagamento do IPVA, multas, entre outros dados. Barreiras eletrônicas, tipo pardais com antenas, serão colocadas em pontos estratégicos da cidade. Alguns pontos já estão definidos: Parque do Flamengo, Avenida das Américas, Lagoa Rodrigo de Freitas e Avenida Rio Branco. Ao passar por esses locais, o chip é lido e verifica-se a autenticidade do carro. Se algum dado estiver incorreto, um dispositivo aciona imediatamente a Secretaria de Segurança, que interceptará o carro. A idéia é acabar com a clonagem de carro e, ao mesmo tempo, gerar um aumento de receita com o IPVA, pois todos os carros que tiverem débitos com o imposto serão identificados. Vendo pelo prisma da arrecadação, pode ser que essa tecnologia de ponta deixe o mundo virtual e ganhe as ruas de verdade.

Modernidade
Alguns colunistas de economia de “jornalões” do Rio não parecem ter especialização a altura de seus apetitosos salários. Uma dessas escribas, ao comentar informação do economista Márcio Pochman de que o salário mínimo em 1957 equivalia a 170% da renda per capita, disse que era difícil entender como o mínimo pode ser maior que a média. É simples e nem precisa ser economista para compreender, basta saber um pouco de matemática. Um pai de família poderia receber o salário mínimo e ter quatro dependentes; a renda média de cada um dessa família vai ser de 20% do mínimo. Ainda tem que ser levado em conta o número de desempregados, trabalhadores que recebiam menos do que o piso etc.
Agora, difícil mesmo é entender como alguém que critica tanto o “Brasil rural e primitivo” pode pretender um País “urbano e moderno” com um salário mínimo inferior ao do Paraguai.

Aquinhoado
Ato publicado pela Secretaria estadual de Fazenda, no Diário Oficial do Estado, no fim do mês passado, garantiu uma vida mais tranqüila a um aposentado de sobrenome famoso. Atendendo a pedido do requerente, a secretaria concedeu a incorporação do prêmio de produtividade aos proventos do inativo Golbery do Couto e Silva Júnior, fiscal de renda de 1ª categoria e filho de uma das principais eminências pardas da ditadura.

Antídoto
A prática de entupir a caixa de correspondência eletrônica alheia com mensagens não solicitadas – batizada nos Estados Unidos de “spam” – pode causar dor de cabeça a empresas inconvenientes. No início do ano, duas entidades representantes de internautas dos EUA, a Spam Recycling Center (SRC) e o Forum for Responsible and Ethical E-mail (Free), defenderam o boicote à Associação de Marketing Direto E-mail Preference Service (e-MPS). Além do boicote a produtos de estabelecimentos de comércio eletrônico, convocado pelo site Mad About – http://www.MadAboutSpam.org. – os internautas norte-americanos cobram de seus congressistas leis que inibam esse tipo de propaganda.

Altivez
A escolha do nome do site do Pão de Açúcar para soluções domésticas pode acabar na Justiça. Ontem, Graça Lago, irmã do compositor Mário Lago – um dos autores, junto com  Ataulfo Alves, do sucesso Ai que saudades da Amélia – avisou que a família vai consultar um advogado para saber se a propaganda infringe a lei de direito autoral. O supermercado alega que, embora tenha batizado o site de Amélia, ainda não decidiu se usará a canção na campanha publicitária.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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