Perda?

Segundo o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), o fundo de previdência municipal perdeu, em três anos de administração Eduardo Paes, R$ 400 milhões: “As contas da Prefeitura do Rio, de 2008, aprovadas pelo Tribunal de Contas, registravam um patrimônio de R$ 2 bilhões.”
O Funprevi teria hoje R$ 1,6 bilhão. “Ninguém consegue explicar como perdeu, em três anos, 20% do patrimônio”, diz o ex-prefeito.

Atrativo
Pesquisa realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha com 1.700 associados (que respondem por 10% do PIB industrial brasileiro) mostra que as empresas alemãs pretendem manter investimentos aqui e priorizar seus negócios no mercado doméstico, especialmente no Rio de Janeiro por conta da Copa e da Olimpíada. A área de energia é outra que atrai. Segundo Hanno Erwes, diretor-executivo da Câmara no Rio, o estado recebeu 15 missões econômicas alemães em 2011, o dobro de 2010: “Além disso temos recebido mais de três solicitações por semana de empresas interessadas em participar dos projetos de infra-estrutura para os grandes eventos esportivos e também interessadas em se estabelecer no Rio”, diz Hanno.
Cerca de 75% dos executivos entrevistados confirmaram a intenção de realizar este ano os aportes já planejados.

Céu azul
Quem ouviu o governador do Rio, Sérgio Cabral, falar ontem sobre o estado, em um evento da Cedae em um hotel da Zona Sul da capital, ficou com a nítida impressão de que os estragos provocados pela chuva, ano passado e neste, foram apenas algumas goteiras, fáceis de serem ignoradas.

DNA
No mesmo evento, a que compareceram banqueiros e secretários do estado, Cabral elogiou a atual situação econômica do Brasil, graças, segundo o governador fluminense, à política econômica implementada por Fernando Henrique Cardoso e Pedro Malan. Cabral admitiu até mesmo ter tido receio com a administração Lula, medo superado quando o presidente petista em início de mandato manteve a receita de austeridade fiscal. Sobrou elogio até para Pallocci. Sobre os ganhos salariais e ascensão ao consumo das camadas mais pobres da população no Governo Lula, nem uma palavra.

Curto circuito
Vascaíno, o governador do Rio de Janeiro brincou com o presidente da Cedae, Wagner Victer, dizendo que a companhia estadual de água e esgoto iria patrocinar o Vasco. Solução perigosa, já que o clube carioca é patrocinado pela Eletrobras.

Questão de preço
Com uma campanha agressiva de preços, a TIM, desde agosto, ultrapassou pela primeira vez desde 2008 a Claro, retomando, por pequena diferença, o segundo lugar no mercado de celulares, atrás apenas da Vivo, herdeira da Telesp. Além de não impor limite de minutos para ligações para aparelhos da mesma operadora, a operadora italiana, no plano básico, por R$ 49, oferece 100 minutos para falar com outras empresas. A companhia, porém, corre o risco de perder o espaço conquistado se não souber administrar a expansão da clientela.

Mas…
Por insuficiência de investimentos em infra-estrutura, em estados fora da rede herdada da Telemig atender ou receber ligações da TIM está longe de ser uma operação universal. No tradicional Restaurante Lamas, na Zona Sul do Rio, por exemplo, o sinal inexiste. Além disso, a empresa, a pretexto de ampliar a oferta de torpedos de cem – equivalentes a 3,3 por dia – para envio ilimitado de mensagens, na prática, emplacou um aumento de R$ 9,90 para os clientes, equivalente a 20% para o plano básico. Embora o preço ainda seja competitivo, novos tipos de artifícios para elevar o valor da conta ou manobras agressivas da concorrência podem tornar o avanço da TIM insustentável.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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