Perde o tio Bill

A utilização do sistema operacional Linux nas urnas eletrônicas proporcionará, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma economia de cerca de R$ 4 milhões nas eleições municipais deste ano. Por ser um software livre, o governo não terá gastos com propriedade intelectual e direito autoral, o que elevava o valor das urnas eletrônicas em aproximadamente US$ 100. A estimativa é de que nos próximos dez anos sejam economizados até R$ 15 milhões com o uso do novo software.

Caixa preta?
Maior transparência no uso das urnas eletrônicas, porém, é por enquanto apenas promessa. Pela primeira vez, técnicos indicados pelos partidos políticos, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) poderão acompanhar todas as fases de desenvolvimento dos programas de computador utilizados nas eleições.

Um pouco de história
O pagamento de indenizações a vítimas da ditadura militar deflagrou nova onda moralista no país. Ela mistura a compreensível indignação de alguns, provocada por valores que consideram indevidos, a mais uma manifestação de udenismo tardio. Tudo isso acompanhado de um revisionismo histórico e de tentativas de desqualificação à resistência à ditadura. A mistificação chegou a tal ponto que, nos jornais, publicam-se cartas de leitores e supostos leitores lamentando não terem sido presos nas masmorras do regime para poderem receber o que o cinismo reacionário renomeou como “Bolsa Ditadura”.
Só quem não tem a menor noção do que se passou nos porões de organismos como o DOI-Codi, com espancamentos, choques elétricos, estupros, assassinatos, entre muitas outras vilanias típicas da degradação moral que compõe o caráter do torturador e de seus chefetes, pode alimentar tal nível de leviandade.
Faz parte, indispensável, do tributo aos verdadeiros resistentes à ditadura – movimento com o qual esta coluna contribuiu, graciosamente, e à altura dos seus modestos recursos e condições – combater a banalização e a mercantilização da “resistência”, que produz a  concessão de indenizações desproporcionais e indevidas a quem, participando, perifericamente ou não do combate, não teve sua vida pessoal ou profissional afetada de forma a impedir que fosse retomada em patamares dignos com a chegada da democracia.
Coonestar essa caricatura de militante joga água no moinho dos que, por viuvez da ditadura ou capitulacionismo diante das novas etapas do bom combate, destilam seus ressentimentos contra os heróis, anônimos ou não, da resistência à ditadura.

Outra frente
Espera-se dos destemidos críticos às indenizações a vítimas da ditadura militar que empreguem seus esforços no combate à Bolsa Juros, esta com alguns zeros a mais.

Condecorado
Nesta sexta, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro concede a Medalha Pedro Ernesto e o Título de Cidadão Benemérito do Rio de Janeiro a Aleksander Santos, presidente da ADVB Rio.

Gentileza
Em homenagem aos 91 anos que José Datrino, mais conhecido como o Profeta Gentileza, uma das figuras mais folclóricas do Rio de Janeiro, completaria, nesta sexta-feira, o Movimento Rio com Gentileza (www.riocomgentileza.com.br), a família do profeta e a Socicam/Consórcio Novo Rio – administradores da Rodoviária Novo Rio – vão celebrar o Dia da Gentileza. A comemoração terá início com a lavagem das pilastras com os escritos do profeta nas 56 pilastras do Viaduto do Caju, ao redor da Rodoviária Novo Rio, e incluirá ações socioculturais no interior do terminal.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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