Pergunta

Por que a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio passou à frente da de Belo Monte? Esta terá um custo de geração muito inferior, necessita de poucas obras para as linhas de transmissão e é um dos projetos hidrelétricos com melhor relação custo/benefício do país. Ou, pelo menos, custo/benefício para o país. Será que a escolha de Santo Antônio atende aos interesses das fábricas de alumínio?

A pirâmide do Lula
A declaração do presidente Lula apelando aos Estados Unidos para que “assumam suas responsabilidades para evitar que seus problemas prejudiquem os demais países” pode até ter os efeitos esperados pelos marqueteiros do Planalto junto ao público do Jornal Nacional, na linha “segura a crise Bush, que o filho é seu”. Sua simples enunciação, no entanto, revela o espanto patético de quem se julgava a salvo por seguir as recomendações que, supostamente, assegurariam “fundamentos sólidos” ao país.
Afinal, é na hora das crises que as nações reconhecem, não raro de modo amargo, a diferença entre líderes populares e estadistas. Ao se alinhar ao senso comum de que a combinação de juros cavalares, estrangulamento dos gastos públicos não-financeiros e populismo cambial têm a mesma eficácia de alho e crucifixo contra os vampiros, o Governo Lula seguiu e aprofundou a receita que levou o Brasil a quebrar três vezes durante a interminável era FH e desbordou na própria eleição do petista.
A recessão em que chafurdam os Estados Unidos não ameaça arrastar de roldão boa parte da economia mundial, apenas, ou principalmente, por que os EUA têm o maior PIB da Terra. A principal corrente de propagação da crise estadunidense são as veias, incontáveis e imaginosas, do cassino financeiro global. O efeito-dominó começa pela própria economia dos EUA, como mostram os balanços dos bancões do país, a retração do consumo interno, o estouro das seguradoras e das empresas de cartões de crédito. Simultaneamente, todos fora da terra do Tio Sam que embarcaram no mundo fantástico da alavancagem sem fim devem acusar perdas, em maior ou menor grau.
Pensando bem, fiel ao seu estilo popular, Lula poderia sintetizar para a audiência do JN a crise numa única frase: “A pirâmide desabou!”

454 anos
Para comemorar o aniversário de São Paulo, dia 25, haverá uma festa no Vale do Anhangabaú. Serão 26 artistas, seis grupos de dança e oito de teatro, exposições, prestação de serviço e cidadania. Na virada do dia haverá um show com a cantora Beth Carvalho e convidados, com queima de fogos no Viaduto do Chá.

Pule de dez
No dia do aniversário de São Paulo, o Jockey Club paulista fará homenagem ao Instituto do Coração (InCor). Serão realizados páreos especiais com o nome do Incor, de seus fundadores, atuais dirigentes, médicos e funcionários. Entre os homenageados estão os doutores Euryclides Zerbini e Adib Jatene. Os páreos começam às 14h30.

Globalização
Um retrato da nova ordem global: o novo economista-chefe do Banco Mundial é um economista com mestrado em Economia Política Marxista (pela Universidade de Pequim) e com um doutorado em economia pela Universidade de Chicago.

Roosevelt
O economista Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, acredita que o presidente dos EUA, George W. Bush, está se revelando “um verdadeiro estadista” diante da crise financeira que colocou o país numa recessão de proporções ainda não dimensionadas. “Lula e os tecnocratas do Banco Central do Brasil deveriam se espelhar nos EUA. O país age corretamente ao baixar a taxa de juros, prover os bancos de liquidez e elevar o gasto público”, disse o economista, acrescentando que o pacote começou tímido, mas deverá ser gradativamente ampliado. “E não vai gerar inflação porque os EUA estão em recessão”, completou.

Quem quer dinheiro?
Esta coluna já avisara: não é à toa que Bem Bernanke, presidente do Fed, é conhecido no mercado pela alcunha de “helicóptero”.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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