Perna curta

Os mercados ainda podem ter de esperar até 48 horas para saber quais os reflexos efetivos sobre os desdobramentos do processo eleitoral e das medidas do Banco Central em relação aos fundos de investimento. Ainda não existem números consolidados a respeito dos volumes de saques e de depósitos em fundos, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Apesar disso, alguns “jornalões” se apressaram em falar na volta das aplicações.

Marqueteiro
O candidato tucano à Presidência, José Serra, pediu ao presidente FH que a equipe econômica estude uma alternativa para evitar que a alta do trigo reflita no preço do pãozinho. Ficar lá embaixo na pesquisa é fogo.

Tadinhos
Depois de defender o tabelamento do preço do gás e agora a intervenção no pãozinho, Serra vai acabar sendo responsabilizado pelo mercado pela alta do dólar. Para não correr esse risco, o candidato tucano lamentou, na sexta-feira, os maus momentos vividos pelos bancos em 95 e 96.

Caixa alta
O consumo de leite longa vida no Brasil – aquele em caixa – saltou de 2,74 bilhões para 2,94 bilhões de litros no primeiro semestre desse ano. Os números da LatinPanel revelam um aumento de 7% da categoria, se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Gel
As garrafas de álcool líquido somem dos supermercados a partir de amanhã. Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto será substituído pelo álcool gel, em embalagens resistentes ao impacto. Álcool líquido para consumo doméstico só será vendido em farmácias e somente em frascos de 50 ml. Desrespeito à proibição terá punição com multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. A decisão da Anvisa veio depois de centenas de acidentes com uso do produto em residências. Se protege a saúde, dói no bolso: o álcool em gel é mais caro. Nada, porém, que justificasse a manutenção da venda.

Cresce
O Movimento Suprapartidário Ciro Gomes inaugura hoje o seu comitê central em São Paulo, na Avenida Brasil, 2016, esquina com Rua Atlântica. O evento vai contar com as presenças do candidato a presidente e do seu vice, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

Juros em queda
O paraíso está próximo, isto se virarem realidade as previsões feitas por José Arthur Assunção, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e colaborador da página de Opinião do MM. O fechamento do acordo com o Fundo Monetário Internacional irá estabilizar a economia e promover a queda das taxas de juros para o consumidor. “O dólar não vai estar mais pressionado, o risco-país vai desabar e a bolsa vai ter melhor desempenho”, prevê Assunção. Como os juros no mercado futuro deverão acompanhar a tendência declinante do mercado à vista, segundo Assunção, a resposta imediata irá se traduzir na queda dos juros no Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e no Crédito Pessoal.

Tudo igual
Durante muito tempo os frequentadores da Costa Verde (de Itaguaí ao litoral sul do Estado do Rio de Janeiro) consideravam-se em vantagem em relação aos que preferiam a Costa Azul (Região dos Lagos e adjacências) devido aos engarrafamentos que estes últimos enfrentavam. A situação se igualou, e não é de agora. Neste último domingo os que regressavam da Costa Azul penaram com o trânsito muito lento na BR-101 no trecho que ia da saída de Itacuruçá até o acesso à Avenida Brasil.

Ação
Já é hora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Banco Central (BC) entrarem de sola na especulação – política e financeira – em torno das pesquisas eleitorais. A lei é clara sobre a divulgação e poucos são os meios de comunicação que seguem o que dita a legislação. Mas querer uma ação do BC talvez seja como esperar que uma tartaruga seja multada por excesso de velocidade.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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