Peru decreta estado de emergência e já admite antecipar eleições para 2023

431
Protesto no Peru (Foto: Mariana Bazo, Agência Xinhua)
Protesto no Peru (foto de Mariana Bazo, Xinhua)

A presidente do Peru, Dina Boluarte, disse nesta quarta-feira que as eleições gerais no país podem ocorrer em dezembro de 2023, alegando que não poderia ser antes porque os prazos técnicos seriam violados. Boluarte, que assumiu após o golpe em Pedro Castillo, inicialmente descartara antecipar a dissolução do Congresso e as eleições; depois, aventou abril de 2024. Pressionada pelas manifestações que se espalham pelo País, admite agora convocar para o ano que vem.

“Legalmente, o tempo chegaria a abril de 2024. Porém, fazendo reajustes, conversando ontem (terça-feira), isso pode ser antecipado para dezembro de 2023, porque antes dessa data, irmãs e irmãos que dizem ‘antecipação das eleições’, legalmente não caberia”, disse.

Em breve declaração aos jornalistas no exterior do Palácio do Governo, Dina Boluarte explicou que o novo período surgiu depois de falar na terça-feira com o presidente do Congresso, José Williams, e com o presidente da Junta Nacional Eleitoral, Jorge Salas Arenas.

O governo peruano declarou nesta quarta-feira estado de emergência em todo o país por 30 dias, para controlar as violentas manifestações que ocorrem em várias regiões, informou o ministro da Defesa, Alberto Otárola. “Ficou acordado declarar o estado de emergência para todo o país, devido ao vandalismo e à violência, à tomada de vias rápidas e estradas”, anunciou Otárola após uma reunião do Conselho de Ministros.

Espaço Publicitáriocnseg

Em relação às manifestações que estão ocorrendo em várias regiões, principalmente nas áreas de Arequipa, Apurímac e Cusco, Boluarte reiterou seu apelo aos cidadãos para que mantenham a calma.

A Presidência divulgou um comunicado do Conselho de Estado, órgão formado pelos mais altos representantes dos poderes do país, no qual manifestou seu apoio ao governo de Boluarte para “restabelecer imediatamente a ordem pública”.

Depois de uma reunião realizada na noite de terça-feira, o Conselho rejeitou “atos e meios violentos que coloquem em risco a vida e a integridade de homens e mulheres peruanos, que afetem a propriedade pública e privada, bem como a prestação adequada de serviços públicos”.

O Peru soma sete mortes devido aos protestos, confirmou, em um comunicado, o Hospital Regional Guillermo Díaz de la Vega de Abancay, localizado no departamento de Apurímac, no sul do Peru.

O País registra protestos violentos em várias regiões desde o último dia 7 de dezembro, depois que o Congresso depôs Pedro Castillo, acusado de tentar um golpe de Estado após tentar dissolver a Assembleia Legislativa. Castillo reagiu a um golpe que estava sendo tramado pelo Congresso, que votaria a terceira tentativa de afastamento do presidente eleito em julho do ano passado.

Os manifestantes, que travaram fortes confrontos com a polícia, exigem a renúncia da presidente Dina Boluarte, o fechamento do Congresso, a libertação de Castillo e a antecipação das eleições.

A prisão preventiva de Castillo por sete dias se encerrou nesta quarta-feira, mas o Ministério Público pediu ao Judiciário que declare 18 meses de prisão preventiva contra ele, pedido que a Justiça resolverá em audiência que remarcou para esta quinta-feira.

 

Com Agência Xinhua

Leia também:

Protestos no Peru já fazem presidente pensar em eleições antes de 2024

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui