Pesquisa revela que 63% dos caminhoneiros apoiam as paralisações

Apesar de acreditarem que o movimento representa os interesses da categoria, 56% dos motoristas responderam que não vão paralisar trabalhos.

Pesquisa realizada pela plataforma de transporte de cargas FreteBras aponta que 63% dos caminhoneiros apoiam as paralisações do setor e acreditam que o movimento representa os interesses da categoria, mas 56% dizem que não vão aderir. A FreteBras ouviu na manhã de hoje, 1.600 caminhoneiros de todo o Brasil sobre as paralisações.

Analisando por estado, 56% dos respondentes em São Paulo dizem que vão aderir, por vontade própria, ao movimento. No Rio de Janeiro, 68% afirmam que não vão paralisar. As opiniões ficaram divididas em Minas Gerais, com leve tendência à não adesão (53%) ao movimento.

Em Santa Catarina os caminhoneiros que vão aderir são maioria (60%), no Rio Grande do Sul a situação é inversa, já que 53% dizem que não vão parar. No Paraná, assim como no estado gaúcho, os não aderentes são maioria (59%). No Distrito Federal (56%), em Goiás (69%) e no Mato Grosso do Sul (63%), a maioria diz que ficará de fora da paralisação nacional. Na Bahia, as opiniões estão equilibradas, 44% dizem que vão parar as atividades. Já no Ceará, a diferença é um pouco maior, apenas 43% dizem apoiar a manifestação. No Rio Grande do Norte, a maioria absoluta diz que não vai participar do movimento nas rodovias (71%).

Nos estados do Norte, no Pará, a grande maioria dos respondentes (69%) afirma que vai deixar de realizar suas atividades no dia de hoje. Já no Tocantins, as opiniões são equilibradas, já que 57% dos respondentes afirmou que vão aderir.

O estudo foi realizado de forma anônima, no dia 9 de setembro de 2021, por meio de um questionário online com 1.600 respondentes. Eles ficaram divididos entre: 50% do Sudeste, 26% do Sul, 17% do Nordeste, 6% do Centro-oeste e 1% do Norte.

Segundo a Agência Brasil, circulou, entre os caminhoneiros, áudio com uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro pedindo a desmobilização, de forma a evitar desabastecimento e mais inflação.

Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios está interditada por caminhoneiros, que permanecem sentados na pista, de forma a não possibilitar a passagem de veículos. A liberação da via ainda está sendo negociada com as autoridades. Vários caminhões encontram-se estacionados na lateral e no gramado localizado próximo ao Congresso Nacional.

“Fala para os caminhoneiros que são nossos aliados que esses bloqueios atrapalham, nossa economia. Isso provoca desabastecimento e inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque para os caras, para liberar, para a gente seguir a normalidade. Deixa com a gente em Brasília, aqui, agora. Não é fácil negociar e conversar por aqui com outras autoridades, mas a gente vai fazer nossa parte e vamos buscar uma solução para isso, tá OK? Aproveita e, em meu nome, dá um abraço em todos os caminhoneiros” disse o presidente no áudio.

Ontem à noite, o ministro Tarcísio Freitas confirmou a autenticidade da mensagem com a voz do presidente. “Esse áudio é real e de hoje. Ele mostra a preocupação do presidente com a paralisação dos caminhoneiros, que iria agravar efeitos na economia e inflação, e ia impactar nos mais pobres e vulneráveis”.

Também ontem, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, divulgou nota em que manifesta “total repúdio às paralisações organizadas por caminhoneiros autônomos com bloqueio do tráfego em diversas rodovias do País, por influência de supostos líderes da categoria. Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”.

“Preocupa a NTC o bloqueio nas rodovias o que poderá causar sérios transtornos à atividade de transporte realizada pelas empresas, com graves consequências para o abastecimento de estabelecimentos de produção e comércio, atingindo diretamente o consumidor final, de produtos de todas as naturezas inclusive os de primeira necessidade da população como alimentos, medicamentos, combustíveis etc. Esperamos que as autoridades do Governo Federal e dos governos estaduais adotem as providências indispensáveis para assegurar às empresas de transporte rodoviário de cargas o pleno exercício do seu direito de ir e vir e de livre circulação nas rodovias em todo o território nacional, como pressuposto indeclinável para o cumprimento da atividade essencial de transporte. A NTC deixa claro que não apoia esse movimento, repudiando-o, orientando as empresas de transporte a seguirem em sua atividade e orientando os seus motoristas para em caso de bloqueio ao trânsito dos seus veículos acionarem imediatamente a autoridade policial solicitando sua liberação”, diz a nota assinada por Francisco Pelucio, presidente da NTC&Logística.

 

Com informações da Agência Brasil

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