Pessoas estão lendo mais, mas indo pouco às livrarias

Há anos, mercado editorial sofre baques diante do avanço digital; estudo mostra que consumo de literatura mudou sobretudo na pandemia.

Segundo levantamento realizado pela Nielsen Book em parceria com a Câmara Brasileira de Livros e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, embora a indústria física tenha reduzido sua lucratividade, as livrarias digitais tiveram um crescimento estimado em 82% no comparativo entre 2019 e 2020, mesmo durante a recessão econômica causada pela pandemia de coronavírus.

Este resultado é reflexo do cenário alimentado pelo contexto do momento atual, em que as pessoas veem com mais relevância a necessidade de investimento em hobbies como a leitura, por exemplo. A constatação é de estudo feito pela rede social Twitter, que mostrou que no ápice da pandemia, em 2020, 41% das pessoas afirmaram estar lendo mais.

Ainda segundo a pesquisa da Nielsen Brasil e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mais de 3,7 milhões de livros foram vendidos em fevereiro deste ano, número que representa um crescimento de 18,69% no volume de exemplares vendidos em comparação com o mesmo período do ano passado.

Divulgado em abril, o segundo Painel do Varejo e Livros no Brasil mostra que o interesse pela leitura tem aumentado durante a pandemia. De acordo com o levantamento, houve aumento de 12,59% no indicador numérico do livro comercial, o que demonstra maior variedade de títulos vendidos. Só as obras de ficção cresceram 41% em volume, um acréscimo de mais de 600 mil exemplares em relação a 2020.

O levantamento mostrou que o faturamento do mercado de livros em fevereiro foi de mais de R$ 172 milhões, valor que representa um aumento de 6,29% em comparação com o mesmo mês de 2020.

 

Com informações da Agência Brasil

 

 

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