Petrobras negocia venda de Baúna e Tartaruga Verde

Empresas / 07:21 - 6 de out de 2016

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Em nota ao mercado, a Petrobras informa que "está em negociação com a empresa Karoon Gas Australia Ltd para a venda de participação nos campos de Baúna e Tartaruga Verde." Segue dizendo que "a potencial transação considera a venda de 100% de participação no campo de Baúna, localizado em lâmina d´água rasa no pós-sal da Bacia de Santos e de 50% de participação no campo de Tartaruga Verde, situado no pós-sal da Bacia de Campos, em lâmina d´água profunda, sendo que a Petrobras continuará como operadora deste campo. O campo de Baúna está em operação desde fevereiro de 2013 e produz hoje cerca de 45 mil bbl/dia. O campo de Tartaruga Verde encontra-se em estágio inicial de desenvolvimento, com investimentos relevantes ainda a serem realizados. A Karoon Gas Australia Ltd é uma companhia de energia australiana com participação no mercado global de Óleo e Gás. Seus principais ativos estão situados na Austrália, Brasil e Peru. Atualmente, a Karoon detém 5 concessões de E&P no Brasil. Essa transação ainda está sujeita à negociação de seus termos e condições finais e à deliberação pelos órgãos competentes da Petrobras e da Karoon, bem como à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)". O projeto de venda dos campos de Baúna e Tartaruga Verde, conduzido através de processo competitivo, faz parte do Plano de Desinvestimentos 2015-2016 da Petrobras". Instituto considera que fim da obrigação de Petrobras ser operadora única vai destravar investimentos O Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em nota, diz que "considera de grande importância para o futuro do setor de óleo e gás no Brasil a aprovação no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (5) do Projeto de Lei que permite múltiplos operadores no pré-sal." - O fim da obrigação sobre a Petrobras de ser operadora única vai destravar investimentos, criar empregos e ajudar a tornar o Brasil mais competitivo no cenário internacional. É uma grande mudança que beneficiará não só a indústria do petróleo, mas o país como um todo - disse Jorge Camargo, presidente do IBP. O IBP estima que apenas em áreas já descobertas no pré-sal e que perpassam os limites de blocos já concedidos os investimentos podem chegar a US$ 120 bilhões. Essa medida e outras em estudo deverão tornar os próximos leilões para oferta de áreas de exploração e produção no Brasil mais atrativos. Do mesmo modo, o fim da regra que estabelecia ainda a participação obrigatória de 30% da Petrobras em todos os consórcios de campos do pré-sal permite o ingresso de novos agentes com ganhos em tecnologia e inovação, além de mais investimentos, empregos e arrecadação de recursos para educação e saúde.

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