A Petrobras informou que o contrato para a venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) e seus ativos logísticos associados foi rescindido “em razão da ausência de cumprimento de condições precedentes nele estabelecidas até o prazo final definido em tal contrato”, no último sábado (25), “em que pesem os melhores esforços empreendidos pela Petrobras para conclusão da transação.”
“Esse é um sinal do compromisso do governo do presidente Lula e da nova alta administração da Petrobras de não seguir com as privatizações, encerrando os processos de venda”, comemora Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
A Lubnor seria vendida para o grupo Grepar Participações Ltda. por US$ 34 milhões – 55% abaixo da estimativa de valor de mercado, de acordo com a FUP.
Em junho último, os trabalhadores da refinaria realizaram uma greve para tentar barrar a venda da refinaria. “O cancelamento da privatização da Lubnor também é fruto da luta da categoria petroleira”, avalia Bacelar.
A estatal destaca que a decisão se dá em continuidade aos comunicados divulgados em 22/6/2023 e 8/2/2023. “A Petrobras reforça o seu compromisso com a continuidade operacional da Lubnor, com a confiabilidade e disponibilidade de suas unidades e zelando pela segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas.”
Bacelar destaca que ainda falta avançar para reaver ativos estratégicos que foram privatizados. “É importante a retomada da Rlam, da Reman e da SIX, por exemplo”, destaca, ao lembrar a intenção de Jean Paul Prates, presidente da estatal, de recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), privatizada em dezembro de 2021.
As refinarias Isaac Sabbá (Reman) e SIX (Unidade de Industrialização do Xisto) foram privatizadas no final do governo Bolsonaro.


A Lubnor, localizada em Fortaleza, Ceará, possui capacidade de processamento autorizada de 8,2 mil barris/dia, é uma das líderes nacionais em produção de asfalto – responde por cerca de 10% da produção de asfalto no País.
É também a única unidade de refino que produz lubrificantes naftênicos – produto para usos nobres, como isolante térmico para transformadores de alta voltagem, amortecedores para veículos e equipamentos pneumáticos.
A refinaria é responsável por abastecer todos os estados do Nordeste e por fornecer derivados para os estados do Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins.
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