Petrobras confirma desabastecimento para novembro

Estatal justifica usando o termo 'demanda atípica' de pedidos de fornecimento.

Acabou acontecendo o que já era esperado. A Petrobras confirmou nesta terça-feira que não poderá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, decisão que resultará no desabastecimento no país. A estatal, para justificar a grave situação, usou o termo “demanda atípica” de pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, superando sua capacidade de produção, situação que só possível de ser contornada com muita antecedência, de modo a conseguir se programar para atender a revenda. Nesse quadro adverso, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) sinalizou para o mercado externo a solução para o sério problema.

A confirmação vem após a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom), que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis, ter afirmado que a petroleira teria avisado diversas associadas sobre “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel” para novembro. A Petrobras destacou, em comunicado na noite de segunda-feira, que está operando seu parque de refino com fator de utilização de 90% no acumulado de outubro, contra 79% no primeiro semestre do ano.

Foi visto com estranheza o fato de o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) reiterar, em nota nesta terça-feira, sua defesa pelo alinhamento de preços ao mercado internacional e sinalizou que uma clareza sobre o tema é necessária para atrair o investimento de agentes econômicos para a ampliação do parque de refino brasileiro.

“O Brasil é um importador líquido de derivados, quadro que não deve se alterar na próxima década”, disse o instituto, que tem em seu quadro de associados as maiores distribuidoras do país Vibra Energia (Ex-BR); Ipiranga, do grupo Ultra; e Raízen, joint venture de Shell com Cosan.

O consumo de combustíveis, disse o IBP, tem crescido ao longo de 2021 e já alcança patamares pré-pandemia. De janeiro a agosto de 2021, 26% do volume de diesel e 8% da gasolina foram adquiridos no mercado externo, afirmou.

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