Petrobras e a Amazônica Energy venderão gás natural

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Foto tirada em 12 de maio de 2021 mostra o campo de gás de águas profundas Deep Sea No.1, a 150 quilômetros da cidade de Sanya, na Província de Hainan, no sul da China. (Xinhua/Pu Xiaoxu)

A Petrobras e a Amazônica Energy firmaram o primeiro contrato de venda de gás natural proveniente do Polo Urucu para comercialização de gás natural liquefeito (GNL) em pequena escala.

Segundo a Petrobras, o acordo inaugura uma nova etapa na monetização das reservas da Bacia Sedimentar do Solimões e marca um avanço para o mercado de gás natural no estado do Amazonas. O fornecimento de gás está previsto para começar em fevereiro de 2028. A estimativa é que o volume inicial contratado seja de 100 mil m³/dia e vigência de dez anos, com possibilidade de ampliação conforme a evolução do projeto.

“O objetivo é levar gás natural a localidades da Região Norte que enfrentam restrições logísticas de acesso ao insumo, criando soluções de distribuição voltadas à ampliação da oferta deste combustível em áreas remotas da Amazônia brasileira”, esclareceu a petroleira que prevê a redução de emissões e o uso mais eficiente dos recursos energéticos da região.

“A parceria com a Amazônica Energy reforça nosso compromisso com soluções que impulsionem o setor energético nacional. Este contrato amplia o acesso ao gás natural na Região Norte, com novas modalidades de entrega e soluções inovadoras que buscam fomentar a economia local, gerando benefícios na região e para o mercado de gás do país.”, destaca Álvaro Tupiassu, Gerente Executivo de Gás e Energia, da Petrobras.

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O projeto prevê investimentos da Amazônica Energy em unidades de liquefação, transporte e regaseificação de GNL, além da ampliação do ponto de entrega de transporte. Dessa forma, será possível fomentar o desenvolvimento regional gerando empregos, renda, reduzindo custos de produção e estimulando a cadeia produtiva local, além de fortalecer o mercado de gás natural brasileiro.

“A parceria estratégica com a Petrobras é de suma importância para o desenvolvimento desse projeto que visa a diversificação da matriz energética na Região Norte com foco na sustentabilidade, dada a menor pegada de carbono”, destaca Marcelo Araújo, CEO da Amazônica Energy.

Segundo o CEO, a implantação do Terminal de GNL permitirá o fornecimento de gás natural liquefeito para indústrias, usinas termelétricas, GNV em frotas veiculares e polos logísticos distribuídos ao longo dos eixos rodoviários e fluviais, com impactos positivos na geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento da economia regional.

Em Urucu

Desde 1988, a Petrobras produz petróleo e gás de na região. O Polo de Urucu é o terceiro maior produtor de gás natural do Brasil, com uma produção média de 5,1 milhões de metros

cúbicos por dia, que abastece 65% da geração de energia elétrica de Manaus e de outros cinco municípios do Amazonas. Além disso, o gás de cozinha (GLP), com uma média de 80 mil botijões diários, abastece todos os estados do Norte e parte do Nordeste do país.

A Petrobras disse que a operação gera cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos, incluindo aproximadamente 1.000 trabalhadores na região, que se deslocam diariamente de Manaus e Carauari principalmente para trabalhar na unidade.

A companhia afirma ter desenvolvido mais de 1,5 milhão de mudas de espécies nativas para reflorestamento na região, sendo que atualmente 98% de suas áreas de concessão continuam preservadas para garantir a sustentabilidade ambiental. “Todos os resíduos gerados nas operações de Urucu são destinados de forma adequada e a unidade é autossuficiente em energia, utilizando gás natural produzido localmente, o que ajuda a diminuir significativamente as emissões de gases de efeito estufa”.

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