Petrobras: estados reagem a desmonte e lutam para manter unidades

Governos resistem à venda de ativos da empresa, que está saída das regiões Norte, Nordeste e Sul do país.

Mercado Financeiro / 11:47 - 15 de set de 2020

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A saída da Petrobras de alguns estados brasileiros aprofundará as desigualdades regionais no Brasil, que fechará 2020 em recessão e já enfrenta uma agenda marcada pela retirada de direitos sociais. Para sair de alguns locais, a Petrobras terá que negociar uma série de dívidas ambientais, tributárias e trabalhistas.

A petrolífera afirmou que vai concentrar investimentos no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde está o Pré-Sal. Existem 164 áreas de produção de petróleo e gás sendo vendidas em todo o Brasil, de acordo com mapeamento divulgado pela agência de notícias especializada EPBR, atualizado em agosto deste ano. Do total, 148 áreas estão localizadas fora do eixo Rio-São Paulo. A empresa também está se desfazendo de infraestrutura logística, fábricas de fertilizantes, terminais de importação de gás natural líquido e usinas térmicas, eólicas e de biocombustíveis, apontou reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo".

Representantes dos governos e deputados de seis estados têm se reunido virtualmente com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, do Congresso, que lançou há pouco mais de um mês a campanha "Petrobras, fica!".

"É um clamor para que a empresa explique por que está deixando o resto do Brasil e se concentrando no Rio e em São Paulo", afirmou o presidente da frente parlamentar, Jean Paul Prates (PT-RN). "O que ela vai fazer com os incentivos fiscais e passivos de anos?", questionou.

 

Fonte: Aepet, com informações do Brasil 247 e O Estado de S.Paulo

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