Petrobras faz revisão do portfólio de E&P

Estimativa de Capex para E&P de cerca de US$ 40-50 bi para 2021-25, ante US$ 64 bi anunciados no Plano Estratégico de 2020.

Mercado Financeiro / 23:23 - 17 de set de 2020

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Cronograma de início das novas plataformas tem anúncio previsto para o final de novembro

A Petrobras revisou o portfólio do segmento de Exploração e Produção (E&P) frente à crise provocada pela Covid-19. A estatal disse que a revisão visa maximizar o valor do portfólio com foco em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra profundas.

Como resultado da revisão do portfólio, estimamos um Capex para E&P de aproximadamente US$ 40-50 bilhões para 2021-2025, ante US$ 64 bilhões anunciados no Plano Estratégico de 2020-2024”, disse a estatal.

Capex é a sigla da expressão inglesa capital expenditure (em português, despesas de capital ou investimento em bens de capital) e que designa o montante de dinheiro despendido na aquisição (ou introdução de melhorias) de bens de capital de uma determinada empresa.

A companhia explicou que a revisão do portfólio está de acordo com as premissas de preço divulgadas nos resultados do primeiro trimestre. Além disso, foram consideradas as seguintes diretrizes: (a) foco na desalavancagem, atingindo a meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões em 2022; (b) foco na resiliência, priorizando projetos com break even de preço de Brent de no máximo US$ 35/barril e aderentes à nossa estratégia; (c) e revisão de toda a carteira de investimentos e desinvestimentos.

 

Otimização

 

Segundo a petroleira, além do efeito da desvalorização do real, destacam-se: (a) otimização no investimento exploratório, mantendo os compromissos acordados com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, (b) Capex evitado associado aos desinvestimentos e (c) revisão da carteira de investimentos, considerando otimizações, postergações e cancelamentos.

Búzios e os demais ativos do pré-sal passarão a ter uma importância ainda maior na nossa carteira, representando aproximadamente 71% do investimento total do E&P para 2021-2025, contra 59% no Plano Estratégico de 2020-2024. Os investimentos nesses ativos de classe mundial, nos quais somos o dono natural, estão em linha com nossos pilares estratégicos, sendo resilientes a preços mais baixos de óleo.

Com a revisão de portfólio, decidimos incluir novos ativos na nossa carteira de desinvestimentos”, explicou a Petrobras. A companhia informou que o cronograma de início das novas plataformas, será anunciado no Petrobras Day 2020, previsto para o final de novembro, após a conclusão e aprovação do Plano Estratégico de 2021-25.
 

 

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