Petrobras hoje é mais endividada que em 2014

Economista aposentado da empresa analisou os números da empresa.

Mercado Financeiro / 13:23 - 7 de ago de 2020

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Na entrevista que concedeu ao programa Faixa Livre desta quinta-feira, o economista Cláudio Oliveira, funcionário aposentado da Petrobras, fez um diagnóstico da situação financeira da estatal comparando diferentes gestões. Cláudio comentou os planos entreguistas do governo de Jair Bolsonaro e apontou as iniciativas que devem ser implementadas para impedir a privatização da empresa nacional de petróleo.

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Na última terça-feira, a Petrobras anunciou o arrendamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados da Bahia e de Sergipe, abdicando assim de um dos mais atraente mercados do mundo: o agronegócio brasileiro. Mais um passo no desmonte da Petrobras, seguindo a política suicida de Castello Branco, batizada como "gestão de portfólio.

A agraciada com o "presente" da Petrobras foi a Proquigel Química. O arrendamento é a última etapa para a transferência de controle dos ativos, após as licenças e autorizações exigidas pelos órgãos reguladores. Além das fábricas, o acordo inclui a promessa de subarrendamento dos os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu, na Bahia. O contrato permite à Proquigel o controle das unidades por um período de dez anos, renováveis por mais 10.

A Fafen-BA é uma unidade de fertilizantes nitrogenados com capacidade instalada de produção de ureia de 1.300 t/dia, sendo capaz de comercializar amônia, gás carbônico e agente redutor líquido automotivo. A unidade de Sergipe possui capacidade instalada de produção de ureia de 1.800 t/dia, sendo capaz de comercializar amônia, gás carbônico e sulfato de amônio (também usado como fertilizante).

 

Com informações da Aepet

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