Petrobras na liderança da transição energética

Prates ressalta desafios e cita oportunidades da neoindustrialização

52
Jean Paul Prates (Foto: José Cruz/ABr)
Jean Paul Prates (foto de José Cruz, ABr)

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, participou da abertura do seminário “A neoindustrialização e a transição energética brasileira”, na manhã desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Ele ressaltou os desafios atuais para consolidar a Petrobras e o país na liderança da transição energética mundial, citando projetos como o coprocessamento de biocombustíveis no parque de refino da empresa, eólicas offshore e hidrogênio verde.

“A transição energética não é uma ruptura de um dia pro outro, mas um processo ao longo de décadas, em que a não só a Petrobras, como toda a sociedade, vai se transformar. Por isso, continuamos focados no nosso negócio e, tendo conquistado diferentes recordes nos últimos sete meses, mas já imersos na descarbonização dos processos, na mudança de matriz energética, rumo à transição ecológica. E a Petrobras tem todo potencial para guiar o Brasil na liderança dessa transformação”, complementou Prates. O presidente da Petrobras confirmou no evento que a companhia deve divulgar nesta sexta-feira (24) o seu Plano Estratégico (PE) 2024-2028. O montante a ser confirmado gira em torno de R$ 100 bilhões (cerca de R$ 490 bilhões) para investimentos ao longo dos próximos cinco anos. Do total de US$ 100 bilhões, 90% seriam financiados com recursos próprios (geração de caixa operacional) e 10% (US$ 10 bilhões) com aumento do endividamento.

Estudos feitos pelo Dieese/FUP mostram capacidade de elevação do nível de endividamento da estatal em torno de US$ 10 bilhões, sem impactos à saúde financeira da companhia. Hoje, o nível máximo de endividamento da Petrobras permitido pelo PE 2023-2027 é de US$ 65 bilhões. Ao aumentar esse limite máximo para US$ 75 bilhões, ocorrerá uma elevação das despesas financeiras, mas esses custos serão mais do que compensados pelo fluxo de caixa gerado em projetos rentáveis economicamente, que seriam incorporados no PE 24-28, com o aumento do endividamento sustentável.

Os últimos balanços financeiros e o relatório de produção e venda da Petrobras sinalizam que há espaço para ampliação segura e sustentável de endividamento, sem gerar forte elevação das despesas financeiras, atesta a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Espaço Publicitáriocnseg

No terceiro trimestre de 2023, a dívida bruta da Petrobras era de US$ 60,9 bilhões, com prazo médio de vencimento (amortizações) de 11,4 anos e com pagamento de juros de 6,5% ao ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a Petrobras gerou de caixa operacional cerca de US$ 44,4 bilhões. Com isso, a relação dívida bruta/geração de caixa operacional foi de 1,37, valor próximo da média do setor e inferior aos valores de petroleiras europeias, como Total e BP.

Matéria atualizada dia 23/11 às 07h43 para inclusão de conteúdo

Leia também:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui