nvestimentos 102 bilhões de dólares, um crescimento de 31% em relação ao período anterior, fazem parte do Plano Estratégico para o quinquênio 2024-2028 da Petrobras, aprovado nesta quinta-feira pelo Conselho de Administração da empresa. De acordo com a companhia, a meta principal é iniciar a integração de fontes energéticas que permita uma transição energética “justa e responsável”.
Segundo a Agência Brasil, as projeções do novo plano são de que aproximadamente 60% da geração de caixa da Petrobras voltará para a sociedade na forma de tributos e pagamentos à União, estados e municípios. O aumento dos investimentos nesse quinquênio é explicado pelas aquisições potenciais, ativos que voltaram para a carteira da companhia e a inflação de custos. A dívida bruta da companhia continuará limitada a US$ 65 bilhões.
“Aumentamos os investimentos totais da Petrobras com responsabilidade, foco na disciplina de capital e compromisso de manter o endividamento sob controle. Também intensificamos os investimentos em baixo carbono com projetos rentáveis para geração de valor no longo prazo. Vamos fazer a transição energética de forma gradual, responsável e crescente, investindo em novas energias e sem abrir mão, de uma hora para outra, da produção de petróleo ainda necessária para atender a demanda global de energia e financiar a transição energética”, diz Jean Paul Prates, presidente da Petrobras.
Do total de investimentos previstos para o período 2024-2028, cerca de US$ 91 bilhões vão ser destinados para projetos de implantação e US$ 11 bilhões para projetos em avaliação. Este último caso inclui os projetos sujeitos a estudos adicionais de capacidade de financiamento antes do início da contratação e execução. Segundo a Petrobras, essa divisão mostra um compromisso da companhia com a transparência e a governança. Na divisão dos investimentos por segmento, 72% vão para a exploração e produção; 16% para refino, transporte e comercialização; 9% para gás e energias de baixo carbono; e 3% para o corporativo.
O valor destinado ao segmento de exploração e produção é de US$ 73 bilhões, sendo que 67% vai ser investido no pré-sal. A companhia justifica esse maior montante pela questão de competitividade econômica e ambiental, com produção de óleo de melhor qualidade e menores emissões de gases do efeito estufa. A projeção é de que, em cinco anos, sejam produzidos 3,2 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia.
No segmento de gás e energias de baixo carbono, o valor de investimento é de US$ 3 bilhões no quinquênio. Uma das prioridades da Petrobras neste segmento é ampliação da infraestrutura e portfólio de ofertas de gás natural. Para isso, em 2024 está previsto o início da operação do Rota 3, com planta de processamento com capacidade de 21 MMm³/dia e gasoduto com capacidade de 18 MMm³/dia. Em 2028, o gasoduto do Projeto Raia (BMC-33), com capacidade de 16 MMm³/dia. Em 2029, o gasoduto do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), com capacidade de 18 MMm³/dia.
Para os projetos de baixo carbono, vão ser aplicados US$ 11,5 bilhões, mais do dobro do plano anterior. Os focos são em iniciativas de descarbonização das operações, desenvolvimento de negócios no segmento de energias de baixo carbono, com destaque para biorrefino; eólicas; solar; captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e hidrogênio.
“A Petrobras está voltando a investir em projetos de novas energias. Vamos escolher projetos rentáveis, priorizando parcerias para redução de risco e compartilhamento de aprendizados. Com esta nova frente, queremos também desenvolver as vantagens competitivas regionais do Brasil”, diz Prates.
Em relação aos compromissos com o meio ambiente e a sociedade, a Petrobras planeja reduzir as emissões de carbono, zerar o vazamento de materiais, diminuir a captação de água doce e geração de resíduos sólidos, promover diversidade de raça e gênero em cargos de liderança.
Matéria atualizada dia 24/11 às 08h14 para inclusão de conteúdo
Leia também:
-
Criptomoedas: brasileiros ampliam presença mas medo limita investimentos
O número de brasileiros que investem ou já investiram em criptomoedas cresce de forma consistente. Estimativas apontam que cerca de 59 milhões de pessoas no país já tiveram contato com esses ativos, o equivalente a aproximadamente 37% da população adulta. Entre os investidores, 42% afirmam já ter comprado criptomoedas ao menos uma vez, segundo levantamentos […]
-
Banco do Brasil (BBAS3): resultado do 1T26, imprevisibilidade e perspectivas
Segundo o analista Michel Bezerra, a ação do Banco do Brasil está barata, mas isso se deve a falta de visibilidade de melhora dos resultados.
-
Caixa registra lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no 1T26
Carteira de crédito totalizou R$ 1,410 trilhão, com crescimento de 11,3% em 12 meses
-
Controlador da Tok & Stok pede recuperação judicial com dívida de R$ 1,1 bi
Crise no varejo de móveis evidencia limites da recuperação extrajudicial, diz especialista
-
Dólar supera R$ 5 e Bolsa de Valores caiu quase 2% em dia de turbulência
Mercado reage à reportagem sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro
-
Avanço da crise no agro fez lucro do BB cair 54% no 1T26
Pressionado pelo aumento na inadimplência do crédito rural, o Banco do Brasil (BB) registrou forte queda no lucro. No balanço divulgado nesta quarta-feira, o lucro líquido ajustado da instituição somou R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), recuo de 54% em relação ao mesmo período do ano passado. Além da piora nos resultados, o […]





















