Petrobras – Política de Preços

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Preço de combustíveis em posto (foto de Marcelo Camargo, ABr)
Preço de combustíveis em posto (foto de Marcelo Camargo, ABr)

A Petrobras anunciou nesta terça-feira sua nova estratégia comercial para o diesel e a gasolina, abandonando a paridade de importação (PPI) como base principal para os reajustes e passando a aplicar premissas que miram um “equilíbrio” entre os mercados nacional e internacional. A empresa passará a usar duas referências: o custo alternativo do cliente e o valor marginal para a Petrobras.

O que isso significa na prática?
A Petrobras passa a utilizar uma lógica de custo de oportunidade para precificação, ao invés da PPI.

Custo alternativo do cliente

É o custo do mesmo produto ou de produtos substitutos vendidos pelos concorrentes da Petrobras (refinadores privados, refinarias estrangeiras e trading companies).

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Valor marginal para a Petrobras

É o custo de oportunidade da companhia. A Petrobras sempre terá algumas alternativas de comercialização, dentre elas, produção, importação e exportação de gasolina e diesel ou de petróleo bruto.

Como essa política se diferencia da PPI?
A PPI considerava não apenas o custo do produto refinado e a taxa de câmbio, mas também outras despesas como frete e tarifas portuárias, não necessariamente incorridas pela Petrobras. Sob a ótica do custo alternativo do cliente, a empresa continuará olhando para as referências externas “da porta pra fora”, mas não mais “da porta pra dentro”. A ideia é que abdicando da obrigatoriedade de seguir a PPI, a Petrobras consiga ser mais competitiva em alguns mercados, sem ferir a rentabilidade da companhia.

Dinâmica de reajustes

Os reajustes continuarão sendo realizados sem periodicidade definida. A Petrobras vem insistindo na mensagem de que evitará repassar volatilidade para o mercado doméstico e essa vem sendo a postura da empresa nos últimos trimestres. Na prática, ajustes baixistas tendem a continuar ocorrendo mais rápido do que os altistas.

Nosso view

Nenhuma novidade em relação ao nosso cenário base, que previa alteração da PPI em maio e continuidade da precificação lastreada em referências externas, aliada à questões regionais. A Petrobras segue com uma política de mercado e entendemos que a reação deve ser positiva, uma vez que havia muita desconfiança pairando sobre esse anúncio. Seguimos com recomendação de compra de PETR4 e target de R$34,50, TIR de 23%.

Frederico Nobre é líder da área de análise da Warren

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