Petrobras processará gás para estrangeiras competirem com ela

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Sulgás (foto Petrobras)
Sulgás (foto Petrobras)

A Petrobras assinou com a Shell Brasil, Repsol Sinopec Brasil e Petrogal contratos de compra e venda de gás para operações conhecidas como swap. A estatal brasileira processará o gás produzido pelas três petroleiras multinacionais e, depois, o gás é novamente disponibilizado para as empresas transportarem até seus clientes, viabilizando o acesso direto delas ao mercado.

Os contratos são os primeiros nesta modalidade e permitem que produtores nacionais antecipem o acesso ao mercado e viabilizem o início de fornecimento já a partir de 1º de janeiro de 2022. O ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrella escreveu há alguns meses que a estatal estava sendo “financiadora” das petroleiras estrangeiras.

Em nota, a Petrobras informa que “segue adotando medidas que contribuem para o processo de abertura do mercado de gás natural, em linha com os compromissos assumidos do Termo de Compromisso de Cessação firmado com o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], com a finalidade de alcançar um mercado aberto, competitivo e sustentável no Brasil”.

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1 COMENTÁRIO

  1. O absurdo é o CADE aplicar o direito de concorrência a empresas estrangeiras sediadas em paraísos fiscais, enquanto a Petrobrás , na qualidade de empresa estatal e proprietária das jazidas, teria o direito de explorar o chamado de MONOPÓLIO NATURAL. Este só pode ser atribuído a empresas estatais que assim ficam sem concorrentes porque o custo operacional seria muito maior. Assim, cada uma daquelas empresas concorrentes deveria investir em seus sistemas de produção e distribuição multiplicado pelo número de empresas concorrentes. Desse modo, os custos fixos (depreciações e amortizações dos valores investidos) seriam bem maiores. Esse problema já aconteceu no Brasil com a telefonia a cabo e por torres para celulares. O Monopólio Natural é explorado por empresas de energia elétrica e de água e esgoto porque seria inviável a exploração por mais de uma empresa na mesma rua (localidade). Na realidade não é operação de SWAP. É operação de DRAWBACK porque, em tese as empresas estrangeiras primeiramente exportam para um paraíso fiscais e dali o produto vem para o Brasil para processamento. Depois, em tese, volta para o paraíso fiscal, para ser importado pelo Brasil. É o que deve estar acontecendo com a gasolina e com outros derivados do petróleo. Dessa forma os lucros ficam contabilizados em paraísos fiscais. Para que as refinaria deixem de contabilizar lucros aqui no Brasil, elas são privatizadas, tendo como comprados o tal CAPITAL ESTRANGEIRO de sonegadores de tributos. Assim, os preços de distribuição passam a ser em dólares, gerando inflação, enquanto os brasileiros continuam ganhando em reais sempre desvalorizado.

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