Petrobras: reciclagem, recuperação e reúso são destino dos resíduos

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Edifício da Petrobras (Foto: divulgação)
Edifício da Petrobras (Foto: divulgação)

A Petrobras conseguiu melhorar a gestão dos resíduos oriundos de suas atividades. Em 2023, a companhia chegou a 91% de reutilização e reciclagem dos resíduos perigosos em comparação aos 88% alcançados em 2022.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira pela petroleira, estão no Relatório de Sustentabilidade 2023. No ano passado, foram destinados R$ 800 milhões em projetos socioambientais obrigatórios, voluntários, patrocínios e doações os investimentos da Petrobras.

A geração de resíduos sólidos perigosos no ano passado foi 27,6% abaixo do limite interno estabelecido de 110 mil toneladas para o ano, e a geração de resíduos sólidos não perigosos foi 10,2% abaixo do limite estabelecido internamente de 160,2 mil toneladas.

O relatório mencionou que essa melhoria nos resultados é fruto das ações de economia circular implementadas pela Petrobras e a melhoria na gestão das atividades de limpeza e manutenção tanques, que propiciou a redução na geração de resíduos como, por exemplo, a borra oleosa. “Os resíduos perigosos produzidos pela Petrobras têm cada vez mais sido destinados a chamada rota RRR (Reciclagem, Recuperação e Reúso)”.

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O documento destaca que houve avanço em outros compromissos de sustentabilidade, como a redução da captação de água doce pela companhia. No último ano, a Petrobras captou 115 mil megalitros, uma redução de 24% se comparado ao volume de 2021. A meta é alcançar uma redução de 40% até 2030. Para atingir o compromisso, a empresa conta com cerca de 58 ações e projetos focados no reúso, em medidas de redução de perdas hídricas e de adoção de fontes alternativas de água. Em 2023, o volume total de reúso foi de 35,8 mil megalitros, suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 650 mil habitantes por um ano. A empresa estima que as ações de reúso representem uma economia anual de aproximadamente R$ 16 milhões nos custos de captação de água.

Investimentos

Entre os investimentos socioambientais, a empresa destacou que no último ano R$ 159 milhões foram destinados a projetos sociais e ambientais voluntários, R$ 566 milhões em programas e projetos obrigatórios de monitoramento e compensação. Além disso, destinou R$ 89 milhões em patrocínios para cultura, esporte, negócios, ciência e tecnologia e R$ 2 milhões para doações.

Entre os investimentos socioambientais voluntários, 44 projetos do Programa Petrobras Socioambiental das linhas de Florestas e Oceano se dedicam à conservação de habitats e espécies e estão alinhados com políticas públicas para a conservação da biodiversidade. Esses projetos monitoram, estudam ou protegem mais de 570 espécies da fauna, das quais 82 ameaçadas de extinção, incluindo a onça-parda, anta, tatu-bola, muriqui-do-sul, além de espécies de baleias, corais, aves, peixes e tartarugas. Outras 350 espécies da flora, sendo 17 ameaçadas de extinção, são estudadas e ganham ações de coleta de sementes e plantio. Os projetos apoiados atuaram ainda na recuperação ou conservação direta de aproximadamente 350 mil hectares de florestas e áreas naturais da Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Cerrado.

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